Após o fim das convenções, legendas precisam formalizar os nomes escolhidos para a disputa
A corrida eleitoral de 2026 entrou em uma nova etapa depois do fim das convenções partidárias. Com os nomes escolhidos pelas legendas, agora começa o prazo para transformar as decisões internas dos partidos em candidaturas oficialmente submetidas à Justiça Eleitoral. O registro deve ser feito até as 19h de 15 de agosto.
As convenções partidárias terminaram na quarta-feira (5). A partir de agora, partidos, federações e coligações precisam encaminhar os pedidos de registro dos candidatos escolhidos para a disputa.
A escolha feita durante uma convenção, por si só, não garante que o candidato estará autorizado a concorrer. O pedido ainda precisa ser apresentado e analisado pela Justiça Eleitoral, que verifica a documentação e o cumprimento dos requisitos previstos na legislação.
Para a disputa pela Presidência da República e Vice-Presidência, os pedidos de registro devem ser encaminhados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Já as candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador e deputado são registradas nos respectivos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
O calendário eleitoral estabelece 15 de agosto como data-limite para o protocolo dos pedidos. Nos casos de transmissão eletrônica, o envio deve ser concluído até as 19h.
13 partidos definiram candidatos à Presidência
De acordo com o levantamento apresentado, 13 partidos registrados no TSE definiram candidatos próprios à Presidência da República. Outras legendas decidiram apoiar candidatos de outros partidos ou não participar diretamente da disputa presidencial.
Entre os nomes escolhidos nas convenções estão:
- Augusto Cury (Avante);
- Clariana Barão (DC);
- Edmilson Costa (PCB);
- Flávio Bolsonaro (PL);
- Hertz Dias (PSTU);
- Leonardo Avalanche (PRTB);
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
- Renan Santos (Missão);
- Romeu Zema (Novo);
- Ronaldo Caiado (PSD);
- Rui Costa Pimenta (PCO);
- Samara Martins (UP);
- Wilson Grassi Júnior (Democrata).
Apesar de terem sido escolhidos nas convenções, os nomes ainda precisam ter os pedidos formalizados no TSE. Depois do protocolo, cada candidatura passa pela análise da Justiça Eleitoral.
Partidos também definem estratégia nos estados
Nem todas as legendas decidiram apresentar um nome para a Presidência. Para esses partidos, a estratégia eleitoral pode se concentrar nas disputas pelos governos estaduais e pelos cargos do Legislativo.
As legendas podem direcionar esforços para a eleição de deputados estaduais, deputados federais e senadores, além de apoiar candidatos de outras siglas na disputa presidencial.
Também é possível que partidos optem por não apoiar formalmente nenhum dos candidatos ao Palácio do Planalto e mantenham uma posição de neutralidade.
Justiça Eleitoral analisa documentação
Depois que os pedidos forem apresentados, a Justiça Eleitoral começa a analisar a documentação de cada candidato. O procedimento verifica se os nomes atendem às condições exigidas para disputar a eleição.
A formalização do registro também permite que o eleitor acompanhe informações sobre os candidatos.
Os dados ficam disponíveis no DivulgaCand, sistema da Justiça Eleitoral que reúne informações sobre candidaturas, partidos, contas eleitorais e a situação dos pedidos de registro.
Dessa forma, a partir da apresentação dos requerimentos, o eleitor poderá consultar os nomes escolhidos nas convenções e acompanhar a tramitação de cada candidatura até a análise pela Justiça Eleitoral.
O prazo para que partidos e federações concluam essa etapa termina às 19h de 15 de agosto.











