Publicado em 29/05/2018 13h15
Em feira, consumidor se depara com escassez de produtos
Feirantes que dependem dos produtos da Ceasa estão enfrentando dificuldades para manter a comercialização em razão da falta de itens
Os consumidores de Campo Grande que foram as feiras livres nesta terça-feira (29), nono dia da greve dos caminhoneiros, se depararam com os reflexos da paralisação. Nas barracas que comercializam hortifrutigranjeiros que vêm de outros estados o retrato era de escassez de produtos e preços elevados, além do próprio número reduzido de comerciantes.
Esse foi o caso da feira livre do bairro Taveirópolis. No local, a feirante Helena Arantes, era um das que ofertava os poucos produtos que tinha em estoque. “Eu tenho uma barraca bastante sortida, mas hoje tenho para vender somente o que tinha comprado na semana passada. Fui hoje pela manhã na Ceasa e não encontrei nada. O que tinha foi vendido a preços muito altos. A saca de batata subiu de R$ 150, na semana antes do protesto, para R$ 300 e a caixa de tomate passou de R$ 75 para R$ 120”, reclama.
Além da pouca variedade de produtos, Helena conta que o consumir também está mais cauteloso em razão da situação e evita sair de casa e gastar. “O movimento está bem pequeno”, comenta, completando que em um dia convencional chega a vender R$ 250 em produtos no local e nesta terça, na melhor das hipóteses deve comercializar no máximo R$ 150.
Com uma barraca bem abastecida, o comerciante Sandro Shirado, era uma exceção na feira do Taveirópolis nesta terça. Comercializando o que produz em sua chácara na área da Nascente do Segredo, dentro da área de Campo Grande, ele oferecia uma grande diversidade de produtos e fez questão de manter os preços.
Sorte de consumidores como a aposentada Sueli de Fátima Jesus Souza, que aproveitou a variedade para fazer as compras da semana, adquirindo produtos como alface, couve-flor, banana, brócolis e cebolinha verde, entre outros produtos.





















