Publicado em 22/11/2017 07h27
Empresários reclamam de impacto de obras na Rua Brilhante
Audiência pública foi realizada ontem (21) pela Câmara Municipal.
Da redação
Já são dez meses de obras na Rua Brilhante que têm causado transtornos para os comerciantes locais. Eles reclamaram do impacto negativo nas vendas e no cotidiado onde afirmam terem perdido de 20% a 90% dos clientes, além da redução do número de funcionário até pela metade. Estas constatações foram levantadas durante a Audiência Pública Mobilidade do Transporte Público na Avenida Bandeirantes e Rua Brilhante e seu Impacto no Comércio, realizada na tarde de ontem (21), no Plenário Edroim Reverdito. O evento foi presidido pelo vereador André Salineiro e secretariado pela vereadora Enfermeira Cida Amaral.
Para Salineiro, é preciso suspender temporariamente a obra para ser realizada uma consulta pública com técnicos e profissionais competentes, o que segue a reinvidicação das pessoas presentes. Compondo a mesa estavam o diretor-presidente da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito), Janine Bruno, o secretário-adjunto da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), Ariel Serra e o cel do CMO (Comando Militar do Oeste), Luiz Carlos Machete, Representante da Associação dos Transportes Urbano, Demétrio Ferreira de Freitas e o Representante dos comerciantes, Matheus Araújo Xavier.
Também presente na audiência, o vereador Betinho, presidente da Comissão de Obras e Serviços, trouxe o técnico na área de transporte urbano, Judson da Silva. Judson deu exemplo de cidades do Brasil e do mundo sobre mobilidade e declarou que em Campo Grande o modo pensado pelo Plano Diretor não funciona. “Esta transformação nas vias de Campo Grande é a oportunidade de fazer história. Não deveriam ser feitos terminais na Rua Brilhante, devia ser ponto a ponto, mas com corredor rápido porque um BRT (Bus Rapid Transit) não pára. Tem que ser exclusivo. Conjugado não funciona. Cria vítimas. O objetivo é transportar o máximo de pessoas no menor tempo possível com segurança”, avaliou.
As principais reclamações foram relacionadas a falta de fiscalização, sinalização e a sujeira deixada pela obra, mas também pela ausência de consulta aos envolvidos. “A obra já nos trouxe muitos prejuízos. Nós da Brilhante, Bandeirantes e Guia Lopes não tivemos informações claras sobre o projeto. O fluxo de veículos diminuiu muito e as ruas ao redor estão infestadas de buracos. A questão da qualidade da obra é muito discutida. Abre refaz, abre refaz até ficar bom. Precisa fazer um estudo melhor para evitar este transtorno. Queremos explicações. Revisão do projeto. Cópia oficial do projeto. Pesquisa pública. Só jogaram a bomba lá sem nos consultar”, reclama o representante dos comerciantes Matheus Xavier. A região emprega em média cinco mil pessoas, de acordo com levantamento dos empresários locais.
Explicação – Os representantes da Agetran foram técnicos e não deixaram satisfeitos os comerciantes presentes. Enquanto o diretor-presidente Janine pontuou a necessidade de não confundir período de obras com pós-finalização, a diretora-adjunta Andréa Figueiredo focou nas melhorias provenientes das obras e na explicação do planejamento dos corredores e como funcionaria integrando a região e todas as regiões de Campo Grande. Cel Machete, representando o CMO que faz a mão-de-obra, explicou o principal problema do atraso.
“O Exército está cumprindo ordens. Como são parte do Batalhão de Engenharia de Construção, estão também treinando. O maior motivo do atraso é a localização de canos e esgoto. Eles não estão onde foram mapeados. Abrimos e não está lá o que buscamos ou abrimos e tem um cano que estoura, até a Águas Guariroba vir. Hoje sofreu atraso, mas esperamos que daqui para frente tenha mais celeridade. A estimativa de término da Brilhante é até junho do ano que vem. Pode sofrer atraso ou terminar antes”, justificou.
Ainda explicando a situação atual das obras, o secretário-adjunto da Sisep, Ariel Serra, disse que o projeto do Plano Diretor nasceu em 2010 e que se não começasse este ano seriam perdidos R$ 150 milhões. Ele deu respaldo para o motivo de atraso levantado pelo coronel do Exército. “Não tem planta onde passa exatamente a água e esgoto. Trata-se de um documento antigo e desatualizado o que atrasa as obras porque está errado. Deveria ter acontecido a comunicação das obras com comércio e população locais. Vamos encontrar um meio termo com o comércio local”, finalizou. Também participaram da audiência os empresários: João Francisco Lima, Juliana Dorigon, João Francisco Lima e Ítalo Monteiro.




















