Escolas municipais amanhecem fechadas com paralisação de professores em Campo Grande

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Paralisação aprovada pelos profissionais da Rede Municipal de Ensino de Campo Grande na última segunda-feira (8) - (Foto: Divulgação)

Categoria suspendeu as atividades nesta sexta-feira (12) e faz mobilização até a prefeitura para cobrar reajuste de 5,4% do Piso 20h

As escolas da Reme (Rede Municipal de Ensino) amanheceram de portas fechadas nesta sexta-feira (12), em Campo Grande, por causa da paralisação dos professores que cobram da prefeitura o cumprimento do reajuste de 5,4% previsto na política do Piso 20 horas. Cartazes informam que não haverá aulas para as turmas do 1º ao 9º ano, nos períodos matutino e vespertino. A mobilização foi aprovada em assembleia da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) e afeta as atividades pedagógicas e administrativas das unidades.

A ACP informou ontem (11), que o movimento deve ter início nas primeiras horas da manhã de hoje, com concentração marcada para as 7h30 na sede da entidade sindical, na Rua Sete de Setembro, centro da Capital. De lá, os profissionais seguem em caminhada até a Prefeitura de Campo Grande, onde pretendem pressionar o Executivo municipal por uma resposta às reivindicações da categoria.

Segundo a ACP, a principal pauta é a aplicação do reajuste de 5,4% estabelecido na política de valorização do Piso 20h. O sindicato afirma que a proposta apresentada pela administração municipal não atendeu às expectativas dos trabalhadores, o que levou à aprovação unânime da paralisação durante assembleia realizada na última segunda-feira (8).

Em comunicado encaminhado às famílias, diversas escolas informaram que não haveria aulas para nenhuma turma ao longo desta sexta-feira, em razão da adesão dos profissionais ao movimento. As unidades também suspenderam o atendimento administrativo durante o período da mobilização.

A categoria argumenta que a política do Piso 20 horas representa uma conquista histórica dos educadores da rede municipal e defende o cumprimento do acordo firmado anteriormente com a prefeitura. O presidente da ACP, Gilvano Kunzler, afirmou que a mobilização busca garantir o respeito à legislação e aos compromissos assumidos com os profissionais da educação.

A paralisação também recebeu apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), que divulgou nota de solidariedade aos professores de Campo Grande. Para a entidade, a reivindicação é legítima e reforça a importância do cumprimento dos acordos estabelecidos entre trabalhadores e poder público.

Em nota, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que acompanha a mobilização e destacou que o reajuste do Piso Nacional do Magistério passou por alterações na metodologia de cálculo. Segundo a pasta, os municípios não tiveram aumento proporcional nos repasses do Fundeb, o que impacta a capacidade financeira para conceder o índice reivindicado. A secretaria afirmou ainda que uma comissão instituída pela prefeita acompanha o caso e que a administração mantém diálogo com a categoria em busca de alternativas.