Publicado em 18/12/2017 17h23
Esquema causou prejuízo de R$ 750 milhões
Fiscais tributários cobravam propina para perdoar dívidas de empresários junto ao fisco
Da redação
O fisco estadual teve um prejuízo de R$ 750 mil apenas com os ilícitos atribuídos pelo Ministério Público Estadual (MPE) a fiscais estaduais, empresários e outros suspeitos na Operação Bolsão. A informação é do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que nesta segunda-feira (19) deflagrou a segunda fase da investigação, batizada de “Padrinho”.
De acordo com o MPE, nesta fase, foram cumpridas ordens de busca e apreensão, expedidas pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Paranaíba, nas cidades de Aparecida do Taboado e Paranaíba, na residência e empresas dos envolvidos, além da Secretaria da Fazenda e Agência Fazendárias (Agenfa) de Paranaíba e também em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.
Os alvos das investigações são fiscais estaduais, empresários, contadores e terceiros que “se uniram para exigir propina de empresários, a fim de interferir na fiscalização tributária estadual e assim fraudar o erário público”, explicou o MPE em nota.
Segundo o Gaeco, o grupo cobrava propina para perdoar dívidas de empresáiros com o fisco estadual. Para mascarar os ganhos ilícitos, os acusados depositavam o dinheiro arrecadado por suborno transitava em contas bancárias de familiares. “As investigações referentes à primeira fase da Operação Bolsão ensejaram o oferecimento de denúncia criminal contra todos os envolvidos, cujo processo já está em fase final de instrução processual”, informou a coordenação do Gaeco.
Padrinho – O nome da operação “Padrinho” foi definido porque o termo que era utilizado entre os fiscais e empresários para tratar dos pagamentos de propinas.




















