12/06/2019 16h10
Por: Gabriel Landa
Em assembleia geral organizada pelo DCE (Diretório Central dos e das Estudantes) da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), os estudantes da instituição declararam apoio à greve geral marcada para a próxima sexta-feira (14), a greve é contra decisões impostas pelo Governo Federal, como cortes nas verbas para Educação e Pesquisa, assim como a intervenção do MEC (Ministério da Educação) em relação à nomeação do novo reitor da universidade.
Anteriormente, o MEC ignorou a lista tríplice, que buscava na comunidade acadêmica, três nomes de candidatos que concorriam ao cargo de Reitor da universidade. A consulta à comunidade acadêmica era formada pelos professores Etienne Biasotto, Jones Dari Goettert e Antônio Dari Ramos.
Os três nomes foram definidos em março e enviados pela UFGD para o setor responsável do MEC, mas o Ministério da Educação não aceitou, alegando irregularidades no processo.
Segundo os estudantes, o ministro da Educação Abraham Weintraub, realizou uma intervenção na autonomia da universidade. Para o MEC, dois dos nomes eram “laranjas”, ou seja havia apenas um candidato real, os outros dois nomes estariam indicados simplesmente para cumprir protocolo e desta forma, burlar as regras da candidatura. Para os estudantes, esta intervenção fera a autonomia da UFGD, e declararam não apoiar a indicação.
O Ministro indicou a pedagoga Mirlene Ferreira Macedo Damázio para substituir a atual reitora Liane Calarge. O mandato de quatro de Liane terminou esta semana. Mirlene foi indicada como Reitora Pro tempore, ou seja, seu mandato pode terminar assim outro nome for escolhido para atuar no cargo.





















