As informações da operação da PF-MS (Polícia Federal em MS), na manhã desta quinta-feira (16), contra investigados sobre atos antidemocráticos, estão sendo liberadas a ‘conta gota’, como a noticia anterior do Enfoque MS que apontou que MS fica em segundo com maior buscas de antidemocráticos em operação da PF . Agora, no fim da manhã, saiu uma lista extraoficial, onde temos no Estado, ao menos, três figuras mais conhecidas, entre eles o ex-prefeito de Costa Rica, Waldeli Rosa, a médica Sirlei Faustino Ratier e a ex-assessora de senadora, Juliana Gaioso Pontes. Eles estão entre 17 alvos de busca e apreensão pela PF no MS, como ocorreu em outros Estados, totalizando 80 alvos autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Veja abaixo e acesse links de detalhes da operação que o ex-prefeito Waldeli Rosa, divulgou uma nota confirmando ter sido alvo da ação, mas se disse tranquilo e a favor da democracia, do estado democrático de direito e as liberdades individuais e coletivas previstas na Constituição do Brasil. “Reafirmo o meu compromisso com a justiça, em defesa do Brasil e dos menos favorecidos, recebendo com naturalidade a informação de que deverá prestar esclarecimentos acerca da sua defesa em prol da liberdade de expressão, em manifestações democrática que teria participado”, diz a nota.
No começo do mês de novembro, logo após o resultado das eleições, que manifestantes dizem não aceitar, um áudio do ex-prefeito ficou famoso. Na ocasião, ele pedia para comerciantes fecharem o comércio para reforçarem manifestação em uma rodovia no Município de Costa Rica. O nome dele está na lista encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes com supostos organizadores de atos no Estado.
No Mato Grosso do Sul o serviço de inteligência apurou que pelo menos sete pessoas atuaram como organizadoras dos atos: a médica Sirlei Faustino Ratier, a política e jornalista Juliana Gaioso Pontes, o empresário Júlio Augusto Gomes Nunes, o ex-prefeito Waldeli dos Santos, os pecuaristas Rene Miranda Alves e Renato Nascimento Oliveira e o agricultor Germando Francisco Bellan.

Prefeito poeta
O ex-prefeito aproveitou também em sua nota, a citar frases de autor famoso e até poesia para falar sobre a visita. “A coragem, já dizia Winston Churcill, é a primeira das qualidades humanas, pois garante todas as outras. A tempestade, quando vem, desperta em todos o medo, que é natural. Mas aquele que ousa enfrentá-la, sabe que após a tormenta vem a luz, irradiando amor, poesia e vida sobre todos”, declamou.
E ainda lembrando de poesia, lembramos do nosso inigualável Guimarães Rosa, na obra Grande Sertão Veredas, quando como se a pensar nos dias atuais, escreveu que “O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”, declarou Waldeli.
AS MULHERES – MÉDICA e ASSESSORA
A médica Sirlei Faustino Ratier e a ex-assessora de senadora, Juliana Gaioso Pontes também receberam a visita da Polícia Federal por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
Sirlei Ratier é fundadora do QG Voluntários do Bolsonaro e ajudou na manifestação em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). Desde o dia 31 de outubro, centenas de pessoas vestidas de verde e amarelo protestam contra a derrota do presidente Jair Bolsonaro (PL) e pedem intervenção militar para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Esse é um movimento do povo, não tem organizador ou líder. Concordo em gênero número e grau com o movimento. O povo tem o direito de se manifestar pacificamente, mas não sou organizadora de nada”, afirmou Sirlei logo após ter o nome listado entre as lideranças pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública.
A outra é Juliana Gaioso, que foi assessora da senadora Soraya Thronicke (União Brasil) e da Câmara Municipal de Campo Grande. Os advogados das duas confirmaram à TV Morena que elas foram alvos da PF nesta quinta-feira (15).
“Eu não sou liderança dos movimentos. A minha participação nos atos se dá como jornalista fazendo a cobertura dos eventos para a produção de um documentário. Me coloco a disposição para qualquer esclarecimento e continuarei desempenhando o meu direito constitucional de exercer o jornalismo”, disse a jornalista, ex-servidora comissionada da Câmara Municipal de CG, Juliana Gaioso, que concorreu como deputada federal na eleição deste ano pelo PRTB, também não eleita, que consta na lista de liderança dos atos.
Pelo Brasil
Moraes mandou 81 mandados de busca e apreensão, sendo o líder o Mato Grosso, com 20 mandados. Também foi deflagrada a operação contra bolsonaristas em seguida ordem, MS =17, no Paraná, com 16, Santa Catarina (15), Acre (9), Amazonas (2), Distrito Federal (1), Rondônia (1).
A Polícia Federal divulgou nota informando que os 81 mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STF, mais precisamente pelo ministro Alexandre de Moraes, e refere-se somente aos envolvidos então em bloqueios de rodovias após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022.
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