Políticos, servidores e empresários são investigados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por fazerem parte de uma organização criminosa com a finalidade de fraudar a execução do serviço de manutenção de vias públicas em Campo Grande. Contra eles, foi deflagrada nessa terça-feira (12) a Operação Buraco Sem Fim, que cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão.
Entre os principais alvos da ofensiva está a sede da Secretaria Municipal de Obras Públicas (Sisep). Ainda segundo as informações, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. Só no endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro, mais R$ 233 mil.
O esquema funcionava por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos. As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro, enriquecimento ilícito e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.
Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada amealhou contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02. O cumprimento dos mandados decorre de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos.
Entre os alvos presos na operação estão um ex-secretário de obras da Capital que esteve no cargo de 2017 até 2023, um engenheiro e um gestor de projetos que ainda estão lotados na Sisep. Os trabalhos policiais envolveram equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) em conjunto com o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).
Os alvos já eram investigados em outra ação do MPMS, chamada Operação Cascalhos de Areia, também por irregularidades e corrupção na contratação de empresas para a manutenção de vias não pavimentadas da Capital.





















