A Expoagro Digital em Dourados, mas que poderá ser acompanhada e ter participação do mundo todo, inicia nesta terça-feira (14) e segue até sexta-feira (17), conforme o Enfoque MS havia noticiado no mês passado do anuncio da sua criação e realização. O evento faz uma das maiores feiras agropecuária do Estado (a segunda, ou já passando a Expogrande em Campo Grande), a ter programação com ciclos de palestras, shows, e campanhas de arrecadação de alimentos, sendo transmitido de forma on-line. A presencial 56ª Expoagro foi adiada para maio de 2022, devido ainda a Pandemia da Covid 19, ante até o cancelamento no ano passado.

O presidente do Sindicato Rural, o engenheiro agrônomo e consultor Ângelo Ximenes, ressalta a nova ideia de novo formato e acontecimento de uma das principais vitrine do agronegócio de Mato Grosso do Sul, a Expoagro, como ainda projeta que o ‘evento digital’ , deve também ser um sucesso, pois deve movimentar cerca de R$ 100 milhões de negócios durante os quatro dias de evento. O volume de vendas deve ser respaldado principalmente em negócios relacionados a maquinários e equipamentos agrícolas.

“A expectativa é grande e ao que já estamos vendo programado e em vista dos negocios, haverá movimentação de ao menos R$ 100 milhões. Embora o momento econômico vivido pelo País não seja tão animador, o setor do agronegócio tem sido ou ficado na dianteira da economina do Brasil. E em MS, movimenta a economia sul-mato-grossense e mantém geração de emprego, o que mostra a importância e a força do campo”, enfatiza Ximenes.

O presidente vai além e aponta que o “Brasil é hoje um país independente graças ao agronegócio produtivo, diversificado, sustentável e moderno que mantém, aproveitando o potencial de seus recursos naturais para o bem de seus cidadãos”, avalia Ximenes.

Cenário positivo

Conforme o presidente do Sindicato Rural, o cenário permanece positivo para o agronegócio e, considerando o bom desempenho das commodities e o valor do dólar, a demanda de tratores e máquinas agrícolas deve se manter aquecida. O agronegócio brasileiro assumiu o protagonismo histórico no desenvolvimento econômico e social do país. Produção de grãos próxima de 300 milhões de toneladas, carnes com 28 milhões de toneladas, receita cambial com potencial para US$ 120 bilhões. Tudo isso faz com que o agronegócio tenha uma participação decisiva no PIB, respondendo por mais de 30% do total.

Mas, assume esse protagonismo não por acaso. Assume depois de 60 anos de pesquisa, de inovação, de muito trabalho em que os produtores rurais hoje vêm produzindo cada vez mais, uma alta produtividade, usando menos espaço. Conforme Ângelo Ximenes, as tecnologias de hoje do mercado – precisão, drones, adubação, entre outros – eleva a produtividade. Prova disso é que o País é um dos poucos com duas safras no ano.

Porém, o representante da categoria em Dourados e região, diz que os produtores rurais precisam expandir as culturas e lembram do atuais e futuros ‘problemas’. “Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, há ocorrência de perda de lavouras em razão de haver plantio fora de época. Com o preço do grão vantajoso, produtores arriscam e nem sempre se dão bem. Como solução estaria investir no trigo, aveia, que não dão rentabilidade grande, mas se alcança retorno melhor”, aponta Ximenes.

“E, diante das mudanças climáticas, ele diz que é preciso maior atenção do setor, principalmente no que diz respeito à tecnologia”, lembra o presidente sindical.

Futuro

Para o ano que vem a expectativa é a de que a ‘antiga’ Expoagro ocorra no mês de maio, período tradicional de realização da feira. “Conforme foi anunciado seu adiamento deste ano, marcamos a 56ª Expoagro para maio de 2022”, lembrou.

Mas, como o digital veio para ficar, a proposta é a de realizar um evento híbrido – parte presencial e online, principalmente técnica, com participação de especialistas renomados que poderão oferecer palestras na feira de onde estiverem.

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