Fábio Trad vota em Campo Grande e diz estar convicto de que irá ao segundo turno

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(Foto: Reprodução/Investiga MS)

Candidato ao governo de MS afirmou que uma nova etapa permitiria aprofundar o debate sobre os problemas do Estado

A aposta de Fábio Trad neste primeiro turno é transformar a eleição para o Governo de Mato Grosso do Sul em uma disputa de duas etapas. Ao votar neste domingo (4), em Campo Grande, o candidato afirmou estar convicto de que avançará para o segundo turno e disse que uma nova fase da campanha permitiria ampliar o debate sobre problemas que, segundo ele, afetam o Estado.

Trad votou pela manhã no Instituto São José, em Campo Grande, e avaliou que sua participação nos debates eleitorais contribuiu para o crescimento da candidatura e para a aproximação em relação ao governador e candidato à reeleição. “Estamos convictos de que iremos ao segundo turno”, afirmou.

O candidato disse que percorreu mais de 70 municípios durante a campanha e que, nas visitas, ouviu reclamações da população sobre áreas como saúde, educação, segurança, conservação das estradas e integridade na administração pública.

Para Trad, uma eventual segunda etapa da eleição deveria concentrar a discussão em problemas específicos de Mato Grosso do Sul, deixando em segundo plano a polarização política nacional. “O buraco nas estradas não é de direita e de esquerda. O paciente que não tem o médico à sua espera, que não tem cirurgia e que é vítima da corrupção, não é de direita e de esquerda”, declarou.

Ele também defendeu que o segundo turno seja usado para apresentar um diagnóstico dos problemas do Estado acompanhado de propostas que considera viáveis e compatíveis com a responsabilidade fiscal e orçamentária.

Trad afirmou ainda que não trabalha com a possibilidade de derrota e disse esperar vencer a eleição. Em outro momento da votação, usou uma referência bíblica para criticar o excesso de confiança de adversários que apostam em uma vitória no primeiro turno. “A soberba, segundo a Bíblia, anuncia a queda”, afirmou.

Na avaliação do candidato, a campanha também mostrou uma demanda por mudança na relação entre o governo e a população. Ele defendeu que os cidadãos tenham maior participação nas decisões políticas e afirmou ser contrário à concentração de poder.

“Para que o nosso povo volte a tomar assento na mesa do poder. Chega de coronéis em Mato Grosso do Sul”, disse.

Interferência estrangeira

Durante a conversa com jornalistas, Trad também fez críticas ao que classificou como uma possível interferência dos Estados Unidos na política brasileira. Segundo ele, haveria financiamento de organizações ligadas à extrema direita com o objetivo de influenciar o eleitorado.

A declaração foi apresentada pelo candidato como uma preocupação com a soberania nacional. Ele defendeu que a escolha dos governantes seja feita pelos eleitores brasileiros.

Cenário eleitoral

Na véspera da votação, pesquisa do Novo Ibrape contratada pelo Campo Grande News e divulgada no sábado (3) mostrava o candidato à reeleição com 66,3% dos votos válidos, enquanto Trad aparecia com 19,9%. O levantamento ouviu mil eleitores entre 27 de setembro e 2 de outubro, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais. A pesquisa representa o cenário no período em que foi realizada e não determina o resultado das urnas.

Para vencer no primeiro turno, um candidato ao governo precisa obter mais de 50% dos votos válidos. Caso nenhum alcance esse percentual, os dois mais votados disputam o segundo turno, previsto para 25 de outubro.

Assembleia Legislativa

Trad também comentou sobre a possível composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Na avaliação dele, a próxima legislatura poderá ter predominância de parlamentares alinhados à direita, mas não necessariamente de representantes da extrema direita.

O candidato afirmou ainda que parte dos deputados deve se posicionar no chamado centrão, grupo que classificou como mais flexível e capaz de estabelecer diálogo com diferentes governos.

Apuração

Trad afirmou que pretende acompanhar a apuração em casa, ao lado da família. Ao falar sobre a postura que espera dos eleitores neste domingo, resumiu sua mensagem em três palavras: “consciência, seriedade e reflexão”.

A votação em Mato Grosso do Sul ocorre das 7h às 16h, pelo horário local. Quem estiver na fila até o horário de encerramento tem direito a votar.