O “fique em casa” vai ter que ser adotado novamente. Mas, não para proteção e como medida de segurança contra a Covid 19. O motivo é não ter combustível no carro ou dinheiro para bancar gasolina do carro ou de outro meio de transporte, que terão mais um reajuste de preço em 7,2% a partir deste sábado (10). A Petrobras, anunciou no inicio da tarde desta sexta-feira (9), que vai promover o 10º reajuste do ano no custo, já bem caro, dos combustíveis. Bem como, o gás de cozinha também fica mais caro. no mesmo percentual de elevação. A nova percentagem de aumento se soma e perfaz quase 62% de alta no produto, que impacta a economia pessoal e de toda a cadeia produtiva do País. Veja abaixo sobre inflação e cesta básica.

O preço pelo Brasil, já chegou aos 7,00, e em Mato Grosso do Sul, que estava perto disto, com o novo aumento, o menor preço do produto irá superar os R$ 6 em Campo Grande, que em alguns postos, já havia ultrapassado o valor, e recuou um pouco na última semana. Na Capital, o preço médio está igual ou maior que 5,85. Já no interior de MS, a alta pode fazer se superar a barreira dos R$ 7.

O décimo mês do ano, pode marca teoricamente, um reajuste por mês. Assim, com o 10º reajuste do ano, o litro da gasolina acumula alta de 61,95% nas refinarias, onde passou de R$ 1,84, em dezembro do ano passado, para R$ 2,98 amanhã. O valor atual é de R$ 2,78. O quilo do gás de cozinha passará dos atuais R$ 3,60 para R$ 3,86. Na Petrobras, o botijão vai custar R$ 50,18.

Os novos aumentos foram anunciados em meio à guerra ou ‘cortina de fumaça’ entre o presidente Jair Bolsonaro e os governadores sobre quem é o responsável pelo encarecimento do combustível ao consumidor final. Para frear os reajustes, Bolsonaro trocou o presidente da Petrobras. No entanto, o general Joaquim Silva e Luna não alterou a política do antecessor, Roberto Castello Branco, e vem mantendo a paridade com o mercado internacional, onde o barril está cotado a US$ 85. O dólar a R$ 5,50 também é incluído no cálculo.

Governadores

Os quase todos governadores de Estados do Brasil, assinaram uma carta para acusar a política de preços pelo aumento, que é do Governo federal. No caso de MS, ainda o chefe do Executivo disse e frisou que não elevou o ICMS nos últimos 12 meses.

O certo da história é que o consumidor vai pagar mais caro pela gasolina, enquanto a Petrobras continua batendo recorde de lucro. No segundo trimestre deste ano, a estatal lucrou R$ 42 bilhões.

Nota oficial da Petrobrás

No comunicado ao mercado, a Petrobrás ressaltou que esse o preço da gasolina não tinha reajuste a 58 dias. O único problema é que o salário do brasileiro não sobe há quase um ano, considerando-se o salário mínimo. O GLP não tinha alta há mais de três meses. “Após 95 dias com preços estáveis, nos quais a empresa evitou o repasse imediato para os preços internos da volatilidade externa causada por eventos conjunturais”, justificou a companhia, sobre o gás de cozinha.

A companhia afirmou que elevação reflete os patamares internacionais de preços de petróleo, “impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial”, e a taxa de câmbio, “dado o fortalecimento do dólar em âmbito global”.

Inflação

Com o novo aumento no preço dos combustíveis, o Brasil deverá fechar o ano com a maior inflação em duas décadas. Nesta sexta-feira (8), o IBGE divulgou que o IPCA de setembro foi de 1,16%, o maior desde a implantação do Plano Real. O acumulado em 12 meses foi de 11,25%, o maior para o período desde setembro de 2003, quando a inflação fechou em 15,16%.

A situação é ainda pior para o campo-grandense, que teve inflação de 1,25% no mês passado. De acordo com o IBGE, a inflação na Capital está acumulada em 11,25% nos últimos 12 meses, o 6º maior índice do País.

Outro dados veio ontem, do Diesse (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), que apontou que a cesta básica acumula altas mensais em Campo Grande. Como o Enfoque MS noticiou Cesta básica de CG tem 2ª maior alta do Brasil em setembro e acumula 22% ano

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