Fluxo de pessoas em busca de emprego cresce na Funsat

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Publicado em 07/03/2018 10h15

Fluxo de pessoas em busca de emprego cresce na Funsat

Procura de vagas e formalização no mercado puxaram atendimentos

Busca pela vaga de emprego, formalização no mercado de trabalho e interrupção temporária de outros canais de atendimento ao trabalhador, em Campo Grande, fizeram explodir a demanda diária de pessoas recebida pela Fundação Social do Trabalho (Funsat), sediada em prédio de três andares na Rua 14 de Julho, na Vila Glória. De uma média de 500 a 600 trabalhadores atendidos no início do ano, a instituição vem recebendo atualmente até mil trabalhadores em dias de pico (segunda e terça-feira), crescimento de 67%.

O aumento de fluxo levou a Funsat a adaptar estrutura e ir atrás de parcerias a fim de atender a clientela, que só cresce na Capital. Enquanto, em janeiro, os atendimentos somaram 3.490, considerando o total de senhas distribuídas no local (entre intermediações de emprego, emissões de carteira de trabalho e pedidos de seguro-desemprego, os mais frequentes recebidos pelo Sine municipal), em fevereiro esse montante foi de 8.726, quantitativo 150% maior.

De acordo com o diretor-presidente da Funsat, Cleiton Franco, a média de pedidos de seguro-desemprego tem se mantido entre 100 e 130 por dia, porém, a procura por vagas e pela emissão de carteira de trabalho tem aumentado, o que é considerado positivo, pois sinaliza um aquecimento do mercado de trabalho, após a retomada da economia. “Temos o caso de uma senhora de 63 anos que esteve nesta semana na Funsat, tirando a carteira de trabalho pela primeira vez, porque tinha conseguido uma vaga de emprego. Em 2017, logo que assumimos, havia 6 empresas ofertando vagas. Hoje, temos 79 empresas com vagas ofertadas, totalizando 313 vagas disponíveis. São vagas como auxiliar de enfermagem, técnico de segurança do trabalho, vaqueiro, babá, motorista”, pontuou. A tendência, segundo ele, é de retorno das contratações pelo empresariado, com uma melhora do cenário principalmente a partir do segundo semestre.

Correio do Estado

Quase todo dia, longas filas se formam na Funsat - Foto: Bruno Henrique / Correio do Estado