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terça-feira, 16 de julho, 2024
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Gaeco deflagra operação ‘Snow’ em MS contra tráfico drogas com participação de policiais civis

O Enfoque MS noticiou pouco mais cedo que Gaeco realiza operação na Capital e no interior do MS onde já teriam 4 presos . Agora, no avançar da manhã desta terça-feira (26), foram divulgados oficialmente objetivos da chamada Operação ‘Snow’ e alguns dos já resultados no cumprimento de 21 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão por Mato Grosso do Sul. A ação é contra quadrilha, então qualificada, como altamente estruturada, de rede sofisticada e com participação de policiais civis de MS.

O MPE-MS (Ministério Público Estadual de MS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), deflagrou hoje bem cedo, a Operação “Snow”, com objetivo de desbaratar mais uma organização criminosa, já em Campo Grande, voltada ao tráfico de drogas, especialmente cocaína.

Conforme o MPE-MS, entre os que estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva, três acusados alvos já são presos no regime prisional fechado de MS, e os 33 mandados de busca e apreensão, foram destinados aos municípios de Campo Grande e Ponta Porã. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

Segundo o Gaeco, a organização criminosa, altamente estruturada, com uma rede sofisticada de distribuição, com vários integrantes, inclusive policiais cooptados, fazia o escoamento da droga, como regra cocaína, por meio de empresas de transporte, as quais eram  utilizadas também para a lavagem de capitais, ocultando a real origem e destinação dos valores obtidos com o narcotráfico.

Transportes ideal

As investigações do Gaeco apontam duas situações construídas e que favoreciam e muito o grupo criminoso e seus crimes pelo tráfico de drogas. A quadrilha tinha esquema de transporte ideal, o ‘frete seguro’, que camuflava muito bem os entorpecentes sendo levadas pelas rodovias de MS e ainda contava com participação de agentes da PC-MS (Polícia Civil de MS).

Os policiais civis estariam também transportando ou dando cobertura a carregamentos, pois com eles, outros agentes de fiscalização, policiais, não paravam ou fiscalizavam veículos com “Policiais trabalhando”

“O grupo criminoso transportava a droga oculta em meio a uma carga lícita, o que acabava por dificultar bastante a fiscalização policial nas rodovias, principalmente quando se tratava de material resfriado/congelado (carnes, aves etc.), já que o baú do caminhão frigorífico viajava lacrado. Além de usar uma carga lícita como cobertura para transportar a droga, a organização ainda fazia a transferência da propriedade de caminhões entre empresas usadas pelo grupo e os motoristas, desvinculando-os dos reais proprietários, para assim chamarem menos a atenção em eventual fiscalização policial (em regra, a liberação é mais rápida quando o motorista consta como dono do veículo)”, diz a nota do MPE.

Durante o transcorrer dos trabalhos, foi possível identificar mais 2 (duas) toneladas de cocaína da organização criminosa, apreendidas em ações policiais. “Uma das maneiras utilizadas pelo grupo para trazer a droga de Ponta Porã/MS até Campo Grande/MS, de onde saía para outros Estados da Federação, era o chamado ‘frete seguro’.

O ‘frete seguro’. era por meio de policiais civis, que transportavam a cocaína em viatura oficial caracterizada, já que, como regra, não era parada, muito menos fiscalizada por outras unidades de segurança pública.

A operação

O GAECO contou com o auxílio da Corregedoria da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal durante as investigações. Participaram da operação de hoje o Batalhão de Choque, da Força Tática e do Batalhão de Operações Especiais, todos da Polícia Militar, além da Corregedoria da Polícia Civil.

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