Gaeco ‘fecha’ prefeitura para investigar atual secretario estadual ex-prefeito de MS

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O ex-prefeito de Ivinhema, Eder Uilson França Lima, alçado a atual Secretário Interino da Casa Civil, na gestão de Reinaldo Azambuja, no Governo do Estado, hoje está sendo alvo e fazendo a sede da prefeitura ser alvo, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O Grupo do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, realiza operação na manhã desta quinta-feira (6), na sede da administração, para investigar ex-prefeito por venda de terrenos públicos.

O Gaeco fechou nesta manhã todo o Paço Municipal, da cidade a 289 km de Campo Grande, para fazer buscas por documentos de venda de terrenos públicos na cidade que poderiam implicar o ex-prefeito Eder Uilson, que deixou o cargo em final de 2020, e assumiu há duas semanas o lugar de Sérgio de Paula como Secretário Interino da Casa Civil

O ex-prefeito é investigado por suposta venda de terrenos públicos que somariam mais de R$ 1 milhão. Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos no âmbito da investigação sobre suposta irregularidade na venda de terrenos no período de 2015 a 2020. O MP ainda não se manifestou sobre a operação.

A reportagem apurou que a investigação está em sigilo. Mas, de acordo com o atual prefeito, Juliano Ferro (PSDB), que assumiu em janeiro de 2021 a gestão municipal, o Gaeco teria informado que moradores da cidade e servidores públicos teriam recebido cheques com valores dos terrenos públicos vendidos.

O prédio da prefeitura e duas casas de servidores seriam alvos da operação.

Posição atual

Em nota encaminhada pela assessoria de imprensa, a prefeitura informou que o departamento jurídico do município está colaborando com a coleta de informações.

Ainda segundo a assessoria do prefeito Juliano Ferro (União Brasil), o Gaeco está atrás de documentos que possam esclarecer a venda de terrenos e o dinheiro que não teria entrado no cofre público.

Em entrevista ao site Ivinotícias, o procurador do município, Fernando Pereira, explicou que apenas documentos foram aprendidos. Além da prefeitura, também foram cumpridos mandados em residências dos investigados.