O atual governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB) chegou para votar e escolher seu futuro e próprio sucessor, às 8h05 na Escola Estadual Lúcia Martins Coelho, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, neste domingo (30). Acompanhado da esposa, Fátima Azambuja, ele votou em menos de 5 minutos, já que a sessão estava vazia. Em coletiva de imprensa, reafirmou o apoio ao candidato Eduardo Riedel (PSDB) e disse que não pretende assumir cargos nos próximos anos, ‘retornando’ mais a vida privada e familiar.
Azambuja fala sobre seu futuro e de MS com voto entre um Contar ‘despreparado’ e um Riedel ‘experiente’. Bem como, ele falou sobre o mandato e o que vai fazer em 2023, quando a partir de então, ficará sem cargo público após 26 anos de mandatos de deputado estadual, federal e governador por duas vezes seguida (2015 a 2022).
Em um resumo de balanço de seu governo, ele garante que entregará um governo muito melhor do que de André Puccinelli e assegurou que deixará recursos vinculados para conclusão de todas as obras. Na entrevista, falou também sobre processos, afirmando que já chegou a ser investigado, mas nunca condenado em nenhum processo.
O governador chegou a falar em terminar a trajetória de 26 anos, mas disse que não pretende se aposentar, embora vá cuidar um pouco mais da família. Já indagado, novamente, se pretende disputar a prefeitura de Campo Grande, negou e considerou uma ilação. “Vou ficar um pouco mais com a família, filhos, minha mãe, meus irmãos. Foram 26 anos ininterruptos de mandatos. Acho que terminamos uma trajetória e cumprindo um papel por Mato Grosso do Sul, que como governo deixaremos muito melhor do que estávamos em 2015″, declarou, lembrando ainda que, agora vai cuidar mais do PSDB.
A Campanha para Riedel
Azambuja ainda em certa campanha, ressaltou que Contar é ‘despreparado’, para governar MS e exaltou Riedel,q ue tem preparo profissional e trato político, em pouco tempo de exercício político ‘partidário’. Bem como, o governador lembrou que não se deu para debater qualquer projeto diferente, se fosse caso de alguma mudança, pois a concorrência não tem e nem procurou ter projeto razoável a apresentar a MS.
“Nosso adversário fugiu de praticamente todos os debates para discutir Mato Grosso do Sul, ficou muito claro quem tem preparo, quem tem proposta, quem tem condições de continuar tocando e gerindo o Estado que mais cresce no Brasil, melhor PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, melhor crescimento e isso precisa continuar”, relatou.
Por fim, disse que não existe compromisso com nenhuma secretaria, nem de indicação para cargos caso Riedel seja eleito. “Se a população entender que o Riedel é o mais preparado pra ser governador, ele vai escolher a equipe e desenvolver as políticas públicas que já são eficazes, mas também fará um novo governo”, disse.
Seu governo
Após 26 anos de vida pública, Azambuja ratificou que pretende agora ‘voltar’ família e se muito comandar apenas a presidência do PSDB.
Por seu governo, reafirmou que vai entregar a gestão com o salário dos servidores pagos em dia e destacou ter diminuído metade de dívida do Estado e com crédito aberto de mais de R$ 2,6 bilhões para o próximo governante.
“Para as obras que nós não concluirmos até dezembro, vou deixar o dinheiro em conta. Vamos votar uma lei na Assembleia Legislativa vinculando a obra com dinheiro. Então estradas, pelotões de polícia, delegacias, que possa não concluir a obra, vamos deixar dinheiro resguardado para que o próximo gestor não tenha problemas”, completou.










