Índice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGV

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Rio de Janeiro - Salão de beleza na Tijuca funciona em reabertura antecipada do comércio de rua pela Prefeitura, com flexibilização das medidas de isolamento social pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). (Fernando Frazão/Agência Brasil)

A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou na manhã desta quinta-feira (28), os ICs (Índices de Confianças) sobre os Serviços (ICS) e pelo Comércio (ICC), onde respectivamente, um subiu até razoável, e o outro caiu um pouco. O levantamento calculado pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da FGV), aponta que o ICS se elevou 4% e ICC caiu quase 1% neste mês de abril de 2022. De acordo com o Ibre, o resultado deste mês, que está chegando ao fim, de um lado, teve influência da melhora na avaliação das empresas sobre a situação atual e das perspectivas para os próximos meses, e do outro, a piora do Índice de Expectativas novamente contribuiu para o resultado negativo.

O Ibre aponta que entre setor de salão de beleza, hotelaria e outros, o otimismo cresceu 4 pontos em abril, atingindo 96,2 pontos. Este é o maior nível desde novembro de 2021, quando alcançou 96,8 pontos. Em médias móveis trimestrais, a alta no índice chegou a 1,7 ponto, sendo a primeira no ano.Índice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGVÍndice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGV A elevação do indicador foi espalhada em 12 dos 13 segmentos pesquisados, mostrando a melhora na avaliação das empresas sobre a situação atual e das perspectivas para os próximos meses.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 5,1 pontos, passando para 96 pontos, que é o maior nível desde abril de 2014. Lá, havia atingido 96,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE-S) também avançou. A alta ficou em 2,9 pontos, chegando a 96,6 pontos. É o maior nível desde dezembro do ano passado, quando alcançou 98,7 pontos.

O economista do FGV/Ibre, Rodolpho Tobler, explica que o avanço pelo segundo mês seguido na confiança de serviços sugere volta ao padrão de retomada ocorrido ao longo de 2021. “O resultado foi disseminado entre os principais segmentos e mais influenciado pelo segmento de serviços prestados às famílias, que, na avaliação do economista, demonstram responder positivamente, após o surto de Ômicron que ocorreu no início de 2022. A melhora também foi difusa entre indicadores sobre o presente e de expectativas. Para os próximos meses, ainda é possível imaginar continuidade de recuperação. O setor de serviços foi o que mais sofreu ao longo da pandemia. Contudo, altas mais expressivas ainda dependem de melhora do cenário macroeconômico”, observou.

Famílias

Um dos principais destaques no resultado positivo do mês, disseminado entre os principais segmentos do setor, voltou a ser o de serviços prestados às famílias. No ano passado, influenciado pelos altos índices de vacinação no país e flexibilização das restrições impostas pelo combate ao vírus, o segmento contribuiu positivamente para a recuperação do setor.

Apesar disso, na virada para 2022, com o aparecimento da variante Ômicron, o recuo nos serviços prestados às famílias se mostrou mais intenso. Mas a alta da confiança, nos últimos meses, já recuperou o que foi perdido nos primeiros meses deste ano com a melhora dos números da pandemia e voltou a puxar a retomada do setor.

COMÉRCIO

Índice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGV

Já o Índice de Confiança do Comércio (ICOM), calculado pela FGV/Ibre caiu 0,9 ponto em abril, ao sair de 86,8 para 85,9 pontos.Índice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGVÍndice de Confiança de Serviços sobe e Comércio cai em abril aponta levantamento da FGV No mês, dois dos seis principais segmentos do setor recuaram.

A piora do Índice de Expectativas (IE-COM), novamente contribuiu para o resultado negativo. A queda desse indicador ficou em 6,8 pontos, atingindo 79,6 pontos, o que significa o menor patamar desde março de 2021, quando alcançou 70,2 pontos. Movimento diferente teve o Índice de Situação Atual (ISA-COM), que avançou 5,3 pontos e passou de 87,6 pontos para 92,9 pontos, o maior nível desde outubro de 2021.

O economista destacou que em abril, pelo segundo mês consecutivo, houve piora da confiança do comércio em uma composição semelhante a registrada no mês anterior. “Mais uma vez, o viés negativo do resultado foi puxado por uma nova queda significativa das expectativas em relação aos próximos meses. Por outro lado, a percepção do volume de vendas no mês corrente avançou, mas ainda é preciso considerar que essas altas recentes ainda não devolveram todas as perdas sofridas desde o final de 2021”, afirmou Rodolpho Tobler,.

Com relação as médias móveis trimestrais, o ICOM subiu 0,3 ponto. Esse é o segundo resultado positivo depois de um período de seis quedas.

Expectativas

Para os próximos meses, segundo o economista, o cenário parece incerto, uma vez que as perspectivas dos empresários sobre vendas, tendência dos negócios e emprego são de queda, o ambiente macroeconômico complicado e a confiança dos consumidores oscilando em patamar baixo.

De acordo com o instituto, desde o final do ano passado, as quedas consecutivas do Índice de Situação Atual (ISA-COM) colaboraram para a piora da confiança do comércio. Este foi o motivo para o índice em médias móveis trimestrais, ficar abaixo do nível do Índice de Expectativas (IE-COM). No entanto, o desempenho dos últimos meses reverteu essa tendência e aproximou o nível dos dois índices. “Atualmente, em médias móveis trimestrais, ambos índices se aproximam na casa dos 87 pontos, o que ainda é considerado um patamar baixo”, informou o instituto.