Japão vê como “muito provável” que vídeo da decapitação seja autêntico

246

02/02/2015 13h30

Japão vê como “muito provável” que vídeo da decapitação seja autêntico

Estado Islâmico divulgou filme com suposta morte de jornalista japonês Kenji Goto

R7

O governo do Japão considerou “muito provável” que o vídeo publicado na internet pelo Estado Islâmico mostrando o corpo decapitado do jornalista japonês Kenji Goto seja autêntico, disse neste domingo (1º)o ministro porta-voz, Yoshihide Suga.

Ao ser perguntado em entrevista coletiva se o Executivo considera que o corpo decapitado que aparece nas imagens é o de Goto, Suga declarou que, “levando em conta a análise realizada pela equipe científica da Agência Nacional de Polícia, é muito provável que seja autêntico”.

Suga insistiu também em que o Executivo não teve contato direto com o EI, que exigia a libertação da extremista iraquiana Sajida al Rishawi, condenada à morte na Jordânia, em troca de entregar Goto, detido desde outubro, e o piloto jordaniano Moaz Kasasbeh, em poder do EI na Síria desde dezembro.

Vítima

Kenji Goto é um jornalista freelancer de 47 anos que havia deixado ano passado o Japão, onde tem uma mulher chamada Rinko e uma filha de três anos.

Em outubro de 2014, ele foi capturado pelo grupo extremista enquanto fazia uma viagem à Siria para procurar outro cidadão japonês, Haruna Yukawa, que foi executado no sábado passado.

Antes das execuções, o Estado Islâmico tinha enviado um primeiro vídeo no qual exigia que Tóquio pagasse US$ 200 milhões para não assassinar Goto e Yukawa.

Tragédia anunciada

Na última quarta-feira (28), a mãe do jornalista Kenji Goto havia feito um apelo às autoridades do Japão para que não deixassem o seu filho morrer nas mãos do Estado Islâmico. O pedido ocorreu após a divulgação de um vídeo no qual o grupo jihadista ameaçava matá-lo se a Jordânia não libertasse uma extremista.

A mãe do jornalista, por sinal, compareceu em várias ocasiões perante os meios de comunicação para pedir a libertação de seu filho.

Goto é o segundo refém japonês morto pelos extremistas islâmicos neste ano. No último sábado, o grupo jihadista anunciou a execução do refém japonês Haruna Yukawa, de 42 anos, que viajara à Síria, aparentemente, para montar uma empresa de segurança, mas acabara se juntando a um grupo rebelde sírio.

Na ocasião, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, afirmou que “Japão nunca se vai se dobrar perante os terroristas”.

— O Japão vai continuar contribuindo com a luta da comunidade internacional a favor da paz e contra do terrorismo.

Copyright Efe – Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe

Kenji Goto, jornalista freelancer de 47, deixou o Japão em 2014
Reprodução