Papéis revelam preparação para disputa por pênaltis e estratégia para marcar Haaland nas bolas paradas
A preparação da Seleção Brasileira para enfrentar a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo incluiu um plano detalhado para uma possível decisão por pênaltis. Documentos com anotações táticas elaboradas pela comissão técnica de Carlo Ancelotti foram encontrados no vestiário do Brasil após a eliminação e revelados pelo jornal alemão Sport Bild.
O material mostra que a comissão técnica estudou minuciosamente o comportamento dos jogadores noruegueses nas cobranças de pênalti. As anotações indicavam o pé dominante de cada possível cobrador, os cantos mais utilizados nas finalizações e ainda traziam informações sobre o estilo do goleiro Orjan Nyland durante as disputas de penalidades.


Também havia uma relação com a ordem dos possíveis cobradores brasileiros caso a partida fosse decidida nas cobranças. A estratégia, no entanto, acabou não sendo colocada em prática, já que o confronto foi definido no tempo regulamentar.
Apesar do planejamento, o Brasil desperdiçou uma oportunidade decisiva ainda durante a partida. Aos 13 minutos do primeiro tempo, o volante Bruno Guimarães teve um pênalti defendido por Nyland, lance que poderia ter mudado o rumo do confronto.

Os documentos encontrados também detalhavam o esquema defensivo preparado para conter a principal arma ofensiva da Noruega. Um quadro tático especificava a função de cada jogador brasileiro nas cobranças de escanteio adversárias, incluindo a marcação individual sobre o atacante Erling Haaland.

Entre as definições da comissão técnica, chamou atenção a escolha do jovem Rayan para acompanhar Haaland nas bolas paradas, estratégia montada para tentar neutralizar o principal goleador norueguês nas jogadas aéreas.
A derrota por 2 a 1 para a Noruega, no último domingo (5), eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo e marcou a pior campanha da Seleção em um Mundial desde 1990, quando também foi eliminada na mesma fase. A divulgação das anotações revela os bastidores da preparação brasileira e evidencia que a equipe estudou diferentes cenários para o confronto decisivo, embora o planejamento não tenha sido suficiente para evitar a eliminação.





















