Pesquisa aponta ainda percepção de que medida beneficiaria Bolsonaro
A pesquisa Quaest divulgada neste domingo (17) mostra que a maioria dos brasileiros é contrária à redução das penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. O levantamento aponta 52% de rejeição à proposta, contra 39% favoráveis e 9% que não sabem ou não responderam.
O tema voltou ao debate após movimentações no Congresso Nacional envolvendo o projeto da dosimetria, que trata do cálculo das penas aplicadas aos condenados. Em abril, deputados e senadores derrubaram o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O texto foi promulgado em 8 de maio pelo presidente do Congresso Nacional.
Opinião sobre a redução de penas
Contra 52% | ██████████████████████
A favor 39% | █████████████████
Não sabe 9% | ████
A pesquisa também revela diferenças de percepção entre grupos políticos. Entre eleitores independentes, a rejeição é ainda maior, chegando a 58%.
Além disso, o levantamento perguntou como os entrevistados interpretam o objetivo do projeto aprovado pelo Congresso.
Percepção sobre o objetivo da proposta
Reduzir pena de Bolsonaro 54% | ███████████████████████
Reduzir pena de todos 34% | ███████████████
Não sabe 12% | ██████
Segundo os dados, 54% acreditam que a mudança na lei tem como principal efeito reduzir a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 34% entendem que a medida vale para todos os condenados pelos atos.
O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
O projeto da dosimetria altera a forma de cálculo das penas relacionadas aos crimes julgados no contexto do 8 de janeiro, evitando a soma de punições em determinados casos. Apesar de já estar em vigor, a aplicação da mudança depende de análise do Supremo Tribunal Federal (STF), que precisa ser acionado por meio das defesas ou do Ministério Público.
Segundo estimativas, a medida pode alcançar cerca de 190 pessoas condenadas pelos atos.





















