Mato Grosso do Sul vai receber 67 veículos para transporte de pacientes do SUS

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(Foto: Rafael Nascimento/MS)

Micro-ônibus, ambulâncias e vans serão usados em consultas, exames e tratamentos especializados

Quem mora longe de hospitais e clínicas especializadas do SUS poderá contar com reforço no transporte para consultas, exames e tratamentos médicos. O Ministério da Saúde começou a entregar 3,3 mil veículos para deslocamento de pacientes em todo o país, e Mato Grosso do Sul será contemplado com 67 unidades destinadas a 36 municípios.

A iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde” e prevê a entrega de vans, micro-ônibus e ambulâncias para pacientes que precisam percorrer mais de 50 quilômetros até unidades de saúde. Os veículos serão utilizados principalmente no transporte de pessoas em tratamento contra o câncer, hemodiálise, além de pacientes com consultas, exames e cirurgias agendadas pelo SUS.

Em Mato Grosso do Sul, a maior parte dos municípios receberá micro-ônibus. Ao todo, 27 cidades serão contempladas com o veículo, entre elas Amambai, Aquidauana, Bonito, Corumbá, Jardim, Porto Murtinho, Sidrolândia, Três Lagoas e Naviraí.

Já as ambulâncias destinadas a transferências entre unidades hospitalares serão encaminhadas para nove municípios: Aparecida do Taboado, Bandeirantes, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Maracaju, Nioaque, Rio Brilhante e Naviraí.

Miranda será a única cidade do Estado a receber uma van. Naviraí também se destaca por ser o único município contemplado com dois veículos, sendo um micro-ônibus e uma ambulância.

Segundo o Ministério da Saúde, esta é a primeira vez que o governo federal realiza a compra e distribuição direta de transporte sanitário para estados e municípios. O investimento total foi de R$ 1,4 bilhão, com recursos do Novo PAC.

A proposta é reduzir um dos principais obstáculos enfrentados por pacientes do SUS: a distância até os serviços de média e alta complexidade. De acordo com o ministério, pacientes em tratamento oncológico chegam a percorrer mais de 140 quilômetros para realizar sessões de radioterapia.

A distribuição dos veículos levou em consideração critérios técnicos, como distância até centros de tratamento e demanda regional por serviços especializados. No caso da radioterapia, por exemplo, foram analisadas as regiões com maior necessidade de deslocamento até unidades com aceleradores lineares. Já para hemodiálise, o critério foi a distância até os serviços de terapia renal substitutiva.

A definição sobre como os veículos serão utilizados ficará sob responsabilidade das Comissões Intergestores Bipartites (CIBs), que reúnem representantes do Estado e dos municípios.

Além do transporte sanitário, o programa federal prevê ampliação de consultas, exames e cirurgias especializadas, além de investimentos em equipamentos para tratamento oncológico. Segundo o Ministério da Saúde, o SUS registrou recorde de cirurgias, exames e internações no último ano.