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sábado, 25 de maio, 2024
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Mês da Mulher: Delegada fala dos desafios e conquistas da mulher na polícia

Estamos em março, mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher e a Rádio da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) entrevista lideranças femininas de diversos seguimentos e principalmente mulheres que inspiram por sua trajetória de luta e determinação.

A entrevistada dessa edição do Direto ao Assunto é a delegada de polícia e presidente da Associação dos Delegados de Polícia de Mato Grosso do sul (Adepol-MS), Aline Sinnott, uma apaixonada pela profissão onde o servir ao próximo esta em primeiro lugar. “Estamos aqui como seres humanos para servir ao outro”, declara.     

Com 15 anos de história na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Aline foi titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de Naviraí, foi lotada na Corregedoria de Trânsito, esteve também a frente da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) e depois Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (DEAIJ) e também foi Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV). 

Nessa entrevista a delegada conta um pouco de sua trajetória, desde o ingresso na Polícia Civil, os desafios de ser mulher nesse meio até se tornar uma delegada. Ela conta casos emblemáticos dos quais participou como a prisão do maior assassino em série de Mato Grosso do Sul, Luiz Alves Martins Filho, o Nando do Danúbio Azul, condenado há mais de 100 anos de prisão. Para ela a chamada “intuição feminina” ajudou na elucidação do caso e é uma das características positivas da mulher na polícia, fato que a levou também a estudar psicologia e preparar um livro sobre toda a história do caso, que será lançado em breve.

Apesar de sentir-se embrutecida para enfrentar todos os desafios da profissão, a policial demonstra toda a sua ternura com a família e, principalmente, seus dois filhos. “Esta parte da minha vida. Esta pequena parte da minha vida. Chama-se felicidade”, diz sobre estar com os filhos e da admiração que eles têm pela mãe.

Na entrevista Aline também faz um alerta às mulheres vítimas de violência doméstica para que elas “comuniquem e não paguem para ver” – ressalta ao recordar de sua passagem pela Delegacia Especializada em Atendimento a Mulher (DEAM) de Naviraí. “Tem o caso da Valdirene, nunca mais esqueci o nome dela. Infelizmente ela morreu com o meu cartão em mãos”, conta ao explicar que a alertaram para sair da cidade em uma época em que ainda não havia medidas protetivas e botão do pânico.    

Confira a entrevista completa na Rádio ALEMS no link clicando aqui

Fonte: Ascom AL-MS

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