Mesmo mais cara, gasolina ganha espaço e vendas crescem em MS

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Dados da ANP mostram crescimento nas vendas e retração do etanol no estado (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Consumo sobe 8,6% no estado enquanto etanol perde mercado no início de 2026

Abastecer o carro ficou mais caro em Mato Grosso do Sul nos primeiros meses de 2026, mas isso não afastou os motoristas da gasolina. Mesmo com sucessivos reajustes nas bombas, o combustível registrou aumento nas vendas no estado, enquanto o etanol perdeu espaço entre os consumidores.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que o litro da gasolina comum saltou de R$ 6,03 em janeiro para R$ 6,52 em março — alta de 8,13%. Ainda assim, o consumo avançou de forma significativa.

No primeiro trimestre deste ano, as distribuidoras venderam 183,3 milhões de litros de gasolina em Mato Grosso do Sul. No mesmo período de 2025, haviam sido comercializados 168,7 milhões de litros. O crescimento foi de 8,65%, mesmo em meio ao aumento dos preços.

O cenário foi diferente para o etanol hidratado. Embora continue sendo uma alternativa para veículos flex, o combustível perdeu força no mercado estadual. O preço médio subiu 9,63%, passando de R$ 4,05 para R$ 4,44 o litro entre janeiro e março.

Com o reajuste, as vendas recuaram 5,84%. O volume comercializado caiu de 92,7 milhões para 87,3 milhões de litros na comparação entre os primeiros trimestres de 2025 e 2026.

A diferença no rendimento entre os combustíveis ajuda a explicar o comportamento dos consumidores. Mesmo mais cara, a gasolina continua oferecendo maior autonomia, enquanto o etanol costuma render menos quilômetros por litro.

O diesel também seguiu trajetória de alta. O combustível teve aumento de 20,67% no período, com o preço médio passando de R$ 5,95 para R$ 7,18 por litro.

Apesar da disparada nos preços, o consumo cresceu. As vendas saltaram de 510,2 milhões de litros no primeiro trimestre de 2025 para 544,4 milhões em 2026, avanço de 6,69%.

O comportamento do mercado em Mato Grosso do Sul acompanha a pressão nacional sobre os combustíveis e reflete o impacto direto da atividade econômica, do transporte de cargas e do agronegócio no consumo estadual.