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O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal a transferência de Fabiano Signori, o “Toro” de 35 anos, para a Penitenciária Federal de Campo Grande. Ele é acisado de ser um dos gerentes de uma da organização criminosa envolvendo o contrabando de cigarros paraguaios para o Brasil.

Toro foi preso na última sexta-feira (18) em Salto del Guairá, na fronteira do Paraguai com Mato Grosso do Sul. Ele teria sido expulso da prisão no Paraguai e entregue aos policiais federais na Ponte da Amizade. Atualmente, ele segue preso no presídio estadual em Foz do Iguaçu (PR).

O procurador da República em Ponta Porã, Marcelo José da Silva, acredita que Fabiano Signori é responsável por pagar propina a policiais recrutados pelo esquema para facilitar a passagem das cargas de cigarro. Ele e outros integrantes da quadrilha, como o ex-policial militar de Mato Grosso do Sul, Fábio Costa, conhecido como “Pingo”, também são réus da Operação Nepsis, deflagrada em setembro de 2018. Mas, Pingo continua foragido.

Além disso, o procurador afirma que Fabiano participava da coordenação da passagem de cargas de cigarro do Paraguai para o Brasil, usando como logística o corredor entre Ponta Porã e Dourados. Ele também vigiava os agentes da Polícia Rodoviária Federal, “envolvendo atos de violência, como atentado contra a casa de um policial”, relata.

O pedido de transferência de Toro para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Campo Grande, “é uma medida necessária para evitar eventual ato de corrupção de agentes públicos ou tentativas de fuga”, defende o procurador.

A solicitação foi feita ontem(22) e está em analise pelo juiz da 2ª Vara Federal em Ponta Porã, onde tramita em segredo de Justiça.

(Com informações do site Campo Grande News)

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