Ações na Bacia do Rio Paraná como a realização da terceira fase do ZAE e Programa de Conservação de Solo e Água em Microbacias vão garantir protagonismo 

O trabalho concentrado do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul na Bacia do Rio Paraná, por meio de ações do Programa de Conservação de Solo e Água em Microbacias Hidrográficas e a realização do trabalho de Zoneamento Agroecológico (ZAE) garantirão ao Estado pioneirismo dentro do Pronasolos – de iniciativa do Governo Federal – o maior programa de investigação do solo brasileiro, que trabalha na consolidação e integração de dados que colaborem com o avanço do conhecimento das terras no Brasil.

A afirmação foi feita pelo pesquisador da Embrapa Solos (Rio de Janeiro-RJ), Silvio Bhering, durante recente encontro realizado em Campo Grande, com o Superintendente da Semagro (Secretaria  de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) , Rogério Beretta, para assinatura do contrato que garante a continuidade do Zoneamento Agroecológico (ZAE) do Mato Grosso do Sul. A nova etapa que abrangerá a Bacia do Rio Paraná – com área aproximada de 142.500 km2 – englobando 46 municípios.

“Assim como nas fases iniciais, o ZAE-MS será baseado na coleta de dados primários em escala compatível (1:100.000) com a publicação dos resultados finais”, explicou o pesquisador.

Durante as primeiras visitas de campo – realizadas de 8 a 16 de dezembro – as equipes mostraram-se bastante otimistas, ao observar que os avanços e inovações técnicas das etapas iniciais do trabalho foram incorporados nas rotinas de trabalho da equipe do Governo do Estado. A ação ajudou no aperfeiçoamento do preparo dos dados básicos e deve contribuir significativamente para a qualidade técnica e científica dos resultados finais e agilidade no tempo de execução.

O estudo se caracteriza pelo aperfeiçoamento metodológico através da adoção de avanços técnico-científicos, pelo uso de técnicas de mapeamento digital, pelos preceitos do novo código florestal e cadastro ambiental rural e pela incorporação das interpretações para irrigação através do Sistema Brasileiro de Classificação de Terras para Irrigação (SiBCTI), além da ampliação das culturas estudadas.

A fase já completa do zoneamento agroecológico (ZAE-MS), encerrada em 2012 – que representa aproximadamente 50% da área do estado, abrangendo 33 municípios da Bacia do Rio Paraguai, na escala 1:100.000 – avaliou a aptidão das terras para culturas como abacaxi, banana, citros, eucalipto, girassol, goiaba, milho safrinha e seringueira.

MS terá o  maior programa de investigação de solos do Brasil

Pronasolos

O trabalho de Solos realizado em Mato Grosso do Sul é realizado tal qual o preconizado pelo PronaSolos – na escala 1:100.000, o que faz com que o Estado seja o primeiro a dispor dessas informações.

Segundo Bhering, com o uso das mais modernas técnicas de sensoriamento remoto, sistemas de informação geográfica, pedometria e inteligência artificial no delineamento dos mapas de classes e atributos dos solos, o ZAE MS – quando disponibilizado em uma plataforma própria – será de extrema relevância para o planejamento e gestão territorial de todo Estado. “Uma iniciativa esplendorosa e um grande exemplo a ser seguido por todos os demais Estados da federação” completou.

Limitador para o desenvolvimento nacional, a carência de informações detalhadas sobre os solos brasileiros será suprida pelo programa, que tem o objetivo de investigar a fundo o solo brasileiro. Fazem parte do grupo de trabalho – coordenado pela Embrapa Solos e composto por pesquisadores de várias unidades da Embrapa – técnicos do IBGE, da SBCS, da CPRM, da UFRRJ, da UFPI, da UDESC, da UFLA e do Mapa, respnsaveis pela formulação do documento base para a criação do Programa Nacional de Solos do Brasil.

A partir do detalhado conhecimento sobre os solos sistematizados, o PronaSolos proporcionará aumento da usabilidade dos dados e informações, aprimorando a aplicação dos conhecimentos que estarão disponíveis em uma única plataforma tecnológica.

Pelos próximos 30 anos, o PronaSolos envolverá dezenas de instituições parceiras dedicadas à investigação, documentação, formação de profissionais, ambiente compartilhado de trabalho e sistematização das informações de ciências do solo, bem como incremento na realização de inventários e interpretação dos dados de solos brasileiros. O objetivo é mapear os solos de 1,3 milhão de km² do país nos primeiros dez anos e mais 6,9 milhões de km² até 2048, em escalas que vão de 1:25.000 a 1:100.000.

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