Nesse mês de março as mulheres invadem o Centro Cultural com suas artes

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Publicado em 07/03/2018 08h24

Nesse mês de março as mulheres invadem o Centro Cultural com suas artes

Da redação

O Centro Cultural José Octávio Guizzo (CCJOG), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), promove uma extensa programação nesse mês de março mostrando a representatividade da Mulher no segmento artístico.

As atividades começam com a mostra Arte: “Substantivo Feminino”, que acontece na quarta-feira (7), às 19 horas, com as vernissages da exposição coletiva “Arte {substantivo feminino}” das acadêmicas e egressas do curso de Artes Visuais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) na galeria Wega Nery e com a exposição individual “Maria não é mais virgem” da artista Lina da Anunciação que acontecerá na sala Ignês Corrêa da Costa. O evento terá ainda a performance inédita: Nem Eva, nem Maria, da artista transexual Alice Yura e tem classificação indicativa de 16 anos.

Ainda há muito que avançar em termos de igualdade de oportunidades e reconhecimento das mulheres, porém há também o que comemorar e a exposição “Arte {substantivo feminino}” que tem classificação indicativa de 12 anos, vem de encontro a isso, celebrando a presença e a força das mulheres dentro dos cursos de Artes Visuais da UFMS, a partir de uma seleção de 14 artistas que são ou foram acadêmicas dos cursos.

A mostra tem curadoria da professora Priscilla Pessoa e traz um rico recorte da produção de artistas mulheres que desenvolvem pesquisas que, em algum momento, tratam de questões femininas e contemporâneas em seus trabalhos, seja por um viés mais íntimo e particular ou com uma intenção social e política. São elas: Alice Yura, Amanda Dim, Auriellen Leonel, Joy Gomes, Kim Weiss, Laura Costa, Maria Angélica Chiang, Palmira Nogueira, Poliana Santana, Priscilla Pessoa, Sarah Caires, SinArte, Thais Galbiati e Zilá Soares.

“Em linguagens como pintura, desenho, gravura, fotografia, escultura, livro de artista e performance, as artistas, cada uma à sua maneira, tratam do ser mulher hoje e de todas as nuances que isso pode ensejar. São obras que reforçam, mais do que nunca, uma urgência: precisamos muito falar sobre nós”, explana Priscilla Pessoa, professora da UFMS.

Quanto à exposição “Maria não é mais virgem”, que tem classificação indicativa de 18 anos, é uma série que propõe um olhar sobre alguns dos vários elementos que tocam a sexualidade da mulher, abordando sua relação atual com o sexo, com o seu próprio corpo e sexualidade, buscando expressar o erotismo feminino.

No mundo contemporâneo, em constante renovação, a mulher ainda busca alcançar uma maior segurança em relação à sua própria identidade e sexualidade, com o intuito de aceitar e celebrar o seu corpo, apesar dos tabus ainda existentes. Essa série foi criada a partir de uma pesquisa teórica e sobretudo da colaboração de mulheres das mais variadas áreas, gerações e interesses, através de discussões e imagens.

“E que estas discussões nos levem a uma maior compreensão das estruturas subliminares de contenção física e comportamental que visam à manutenção da identidade dos gêneros na sociedade contemporânea e, dessa maneira, a mulher atual prove, cada vez mais, deste espaço de existência e expressão mais liberto onde seja naturalizado e assumidamente adotado o fato de que ela, a mulher, sente prazer”, explica a artista Lina.

A artista visual Lina da Anunciação há muitos anos tem atuado nas áreas mais variadas para ilustração e pintura de quadros e de grande escala. Há seis anos vem participando de exposições individuais e coletivas. Lina é uma artista versátil, iniciou sua carreira na Europa decorando festivais de música eletrônica, também em diversos Estados do Brasil, passou pelo óleo, abstrato, pela arte digital e pela ilustração.

No momento, a técnica que a artista mais usa é a aquarela sobre papel, trabalha explorando as fronteiras da figuração e a abstração. Suas composições são livres de expectativas e buscam exaltar os sentimentos, o universo psíquico, e de forma visível, a beleza da natureza e a exaltação do feminino.

A artista também tem alguns murais já reconhecidos pela cidade e em outros Estados e já criou ilustração de dois livros. Há dois anos a artista percebeu a relevância e a importância de iniciar um estudo mais aprofundado e chamar a atenção para a presença de mulheres geniais na história da arte e que ainda são desconhecidas.

“Nesse mês de março, o Centro Cultural José Octávio Guizzo esbanja qualidade na programação com a Mostra: Arte “Substantivo Feminino”. Cheias de coragem vamos discutir os Tabus que ainda nos cercam por meio de palestra, exposições e oficinas imperdíveis”, explica Luciana Kreutzer, coordenadora do CCJOG.

Nesse mês de março as mulheres invadem o Centro Cultural com suas artes