Nível do rio Aquidauana cai para 8,60 metros, mas ainda preocupa

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Publicado em 24/02/2018 13h28

Nível do rio Aquidauana cai para 8,60 metros, mas ainda preocupa

Queda foi de 65 centímetros em relação ao nível registrado na sexta-feira (23). Enchente deixou 751 pessoas desabrigadas e desalojadas, de acordo com a prefeitura.

G1 MS

O nível do rio Aquidauana caiu para 8,60 metros na cidade sul-mato-grossense que leva o mesmo nome do curso de água, conforme informou na manhã deste sábado (24) o coordenador municipal da Defesa Civil, Mário Ravaglia. Apesar da queda de 65 centímetros em relação ao nível registrado na sexta-feira (23), de 9,25 metros, o rio continua em situação de emergência.

Esta cheia é considerada a segunda maior desde que o nível do rio Aquidauana começou a ser mensurado. Na quarta-feira (21), o nível do rio atingiu os 10,42 metros, ficando abaixo somente dos 10,70 metros, registrado em 2011. O nível normal é de 3,30 metros.

Conforme relatório divulgado pela prefeitura aquidauanense, 154 desabrigados, entre crianças, adultos e idosos, de 51 famílias, estão sendo atendidos nos três abrigos públicos municipais instalados pelo Executivo com apoio da Igreja Católica.

Os desalojados, pessoas que saíram de suas casas e foram para residências de familiares ou amigos, totalizam 597, divididos em 200 famílias.

Somando desabrigados e desalojados, 751 pessoas foram e ainda estão sendo acompanhadas devido à enchente.

De acordo com a prefeitura, a partir do cadastro das famílias desalojadas e desabrigadas, as equipes farão a avaliação das estruturas das casas que foram inundadas e o agendamento das equipes voluntárias que auxiliarão na limpeza das casas e, posteriormente, na mudança.

Segundo Ravaglia, dezenas de imóveis foram inundados até o teto e não é de uma hora para outra que essas famílias poderão mudar para as casas, pois muitas podem ter sofrido comprometimento na estrutura. Além disso, muitas famílias perderam praticamente 100% dos seus pertences e bens materiais.

Por causa da inundação, a prefeitura de Aquidauana decretou estado de emergência e suspendeu as aulas, que haviam começado na segunda-feira (19), até o fim da semana.

Os frigoríficos das duas cidades tiveram as atividades suspensas por um dia. Na unidade da JBS, três animais morreram afogados, outros 600 foram salvos, sendo parte transferidos para fazenda vizinha e outra sendo abatida. No outro frigorífico, os trabalhadores não conseguiram chegar ao local por causa do alagamento.

CadastroPor questões de saúde pública, de vigilância sanitária e de segurança, segundo a prefeitura, o trabalho de retorno dessas famílias deverá ser monitorado e conduzido nas seguintes etapas:

1º – Cada família receberá um kit de limpeza para higienização do imóvel;

2º – O coordenador do abrigo deverá ser avisado que o imóvel já está limpo e pronto para receber a mudança;

3º – Vigilância Sanitária e Controle de Vetores farão a vistoria do imóvel para liberação;

4º – Junto do coordenador do abrigo, a família agendará a mudança com a Secretaria Municipal de Obras;

5º – Cada família receberá uma cesta básica contendo alimentos.

Ainda de acordo com a prefeitura, com esses passos definidos, é importante que toda família que estiver desalojada procure a tenda da Secretaria Municipal de Assistência Social com equipe de plantão atendendo na esquina da Escola Cândido Mariano, no bairro Guanandy, para se cadastrar.

Mais informações sobre como buscar atendimento da Secretaria Municipal de Assistência Social pelos telefones do Plantão Social: (67) 3240-1415 e (67) 98471-4297.

Socorro

A Cruz Vermelha Brasileira de Mato Grosso do Sul lançou uma campanha de arrecadação de doações “S.O.S. Pantanal Sul” para as vítimas dos alagamentos das cidades em situação de emergência declaradas nos últimos dias.

De acordo com a Cruz Vermelha, no momento, a maior necessidade é de itens de higiene pessoal básica como papel higiênico, escova e pasta de dentes, sabonete, shampoo, pente, barbeador, absorvente higiênico e alimentos – água mineral, leite em pó e alimentos não perecíveis.

Casas inundadas pela cheia do rio Aquidauana (Foto: Cláudia Gaigher)