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segunda-feira, 24 de junho, 2024
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No interior de MS ela nasceu, teve a carreira dos sonhos e virou artista

Aparecida do Taboado tem o rio Paraná, parque aquático, aquário municipal, ecoturismo, a moda de viola “60 Dias Apaixonado” e dona Marlene, que nasceu na cidade onde teve seus três filhos e seis netos. Também é o lugar no qual se realizou profissionalmente.

A irmã Syrene Barcellos de Souza Falleiros trabalhava no Judiciário desde a criação de Mato Grosso do Sul. Marlene era de uma estatal que ficava em frente ao prédio do fórum e desejava ser colega de expediente da turma da justiça. E que bom que não ficou só na vontade.

Pediu licença e foi estudar para o concurso com os livros emprestados pela irmã. “Me esforcei bastante e graças a Deus deu certo”, lembra da realização desse sonho. Então em 1986, aos 33 anos, Marlene Barcellos de Souza Alves Almeida começava uma nova carreira e no cargo de escrevente judicial.

Ela gostava muito do trabalho que fazia. “Os primeiros dias foram difíceis pelas novidades, pelo trabalho que eu não tinha muito conhecimento, mas fui bem recebida. Com o tempo perdi a insegurança e passei a me sentir em casa”, divide com carinho na voz.

E assim, melhor ambientada, assumiu o posto de escrivã substituta. “Naquela época não tinha as facilidades de hoje. Era máquina manual e depois elétrica para datilografar mandados e sentenças. Complicado porque tinha que refazer muita coisa, porém prazeroso. Só quando aposentei é que começaram a ser instalados os primeiros computadores na Comarca”.

Mas antes de se aposentar, Marlene foi designada secretária da Direção do Foro. Mesmo na Secretaria, exercia também a função de substituta. “Os processos eram divididos pelo número, de 0 a 9, para os funcionários que ali trabalhavam”.

O sentimento de cooperação, a amizade e, acima de tudo, o senso de justiça são valores desse tempo que Marlene guarda no coração. Ela se aposentou jovem, aos 41 anos, porque ainda não havia mudado a legislação, os filhos adolescentes precisavam dela e ela labutava desde muito cedo. Foi pajem, doméstica, bibliotecária e auxiliar de escritório, tudo anteriormente ao TJMS.

Agora aposentada sim, inativa nunca. Marlene está aproveitando, e muito bem, o dom que tem para o artesanato. Faz crochê, tricô, bordado livre, bordado em pedraria, bordado em fita, patch aplique, pintura em tecido, tela, flores em EVA, vasos de serragem, para citar os que vêm logo em mente.

“Com oito anos comecei com crochê e me identifiquei. Acredito que nasci com esse dom. Como moro sozinha, coloco minha alma no artesanato que faço”, finaliza a habilidosa Marlene, que também foi igualmente dedicada à justiça do Estado.

Fonte: Ascom TJ-MS

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