Combate ao mosquito

3ª etapa da Operação Mosquito Zero será lançada nesta sexta-feira

O evento ocorre na Escola Municipal Professora Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira.

 

13/02/2020 19h24
Por: Redação

 
Divulgação/ Prefeitura de Campo Grande. Divulgação/ Prefeitura de Campo Grande.

A 3ª etapa da operação Mosquito Zero, com o slogan "É matar ou morrer", que visa o combate ao mosquito Aedes aegipty em Campo Grande será lançada nesta sexta-feira (14) às 8h30, na Escola Municipal Professora Iracema Maria Vicente, no Bairro Rita Vieira.

Os agentes da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande, inspecionaram 11 mil imóveis durante ação que antecede o início da terceira etapa da campanha na região do Bandeira.

Nos quase dez dias que a operação esteve na região atendida pelas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) Los Angeles, Parque do Sol e Aero Rancho, foram visitadas 10.938 imóveis, onde os ACEs orientaram os moradores sobre limpeza de terrenos e como evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, e o controle mecânico onde foi necessário.

Ao todo, foram eliminados mais de 500 focos do mosquito em locais com água acumulada e larvas do mosquito. Para a ação, se mobilizaram 64 agentes, que fizeram visitação nas residências todos os dias.

Também houve a instalção de pontos de descarte para que a população possa levar materiais inservíveis de grande volume, como sofás, geladeiras, móveis em geral, entre outros.

Nova etapa

Na região do Bandeira, serão instalados quatro pontos de coleta de materiais inservíveis de grande e pequeno volume, para que a população possa auxiliar na limpeza dos depósitos de água. Esses pontos foram implantados em locais estratégicos, nos bairros Tiradentes, Moreninha III, Maria Aparecida Pedrossian e Jardim Itamaracá.

Os pontos de coleta estão nos seguintes endereços: Rua Jatuba, esquina com Ingá Doce, no Moreninhas III, Rua Sizuo Nakazato, equina com Deocleciano Dias, no Jardim Itamaracá, Rua Marrey Júnior, esquina com as ruas Loiola e Álvaro Silveira, no bairro Tiradentes, e na rua Tabagi, na esquina com a rua Lagoa Rica, no bairro Maria Aparecida Pedrossian.

Cronograma

A expectativa é de que até abril as sete regiões de Campo Grande tenham recebido uma ação semelhante, conforme cronograma pré-definido.

1ª Semana – Imbirussu.

2ª Semana – Anhanduizinho.

3ª Semana – Bandeira.

4ª Semana – Prosa.

5ª Semana – Lagoa.

6ª Semana – Segredo.

7ª Semana – Centro.

Durante as visitas, os profissionais de saúde orientam os munícipes a seguirem os cuidados necessários: nunca deixar ao ar livre qualquer recipiente propenso a acumular água, manter a limpeza de terrenos e quintais em dia, instalar telas nas janelas, colocar areia até a borda dos vasos de planta, manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo, acondicionar pneus em locais cobertos, limpar e trocar a água de bebedouros de animais, proteger ralos pouco usados com tela ou jogar água sanitária.

Dados epidemiológicos

Segundo informação da Coordenadoria de Vigilância Epidemiológica, até o dia 11 de fevereiro foram notificados 3.277 casos de dengue em Campo Grande, sendo que 126 deles foram confirmados. O número de óbitos provocados pela doença também subiu, sendo três registrados no Município, de um homem de 30 anos, uma senhora de 74 e uma criança de 9 anos de idade.

Foram registradas 34 notificações de Zika Vírus e 17 de Chikungunya, que ainda estão passando por processo de avaliação laboratorial para confirmar ou não as suspeitas.

Durante todo o ano de 2019, foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos.

Apesar dos números expressivos, impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior.

Infestação pelo Aedes

Conforme o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo o Aedes aegypti (LIRAa), sete áreas de Campo Grande foram classificadas com o risco de surto de doenças transmitidas pelo mosquito.

O número de áreas em alerta praticamente dobrou, em comparação com o último LiRaa divulgado em novembro do ano passado, passando de 22 para 42 áreas. Dezoito áreas permanecem com índices satisfatórios.

O índice mais alto foi detectado na área de abrangência da USF Iracy Coelho, com 8,6% de infestação. Isso significa que de 233 imóveis vistoriados, em 20 foram encontrados depósitos. A área da USF Azaleia aparece em segundo com 7,4% de infestação, seguido da USF Jardim Antártica, 5,2%, USF Alves Pereira, 4,8, USF Sírio Libanês, 4,4%, Jardim Noroeste, 4,2% e USF Maria Aparecida Pedrossian (MAPE), 4,0%.

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