DADOS DOS ÚLTIMOS 9 DIAS

Covid-19: 11,7% dos pacientes no Brasil evoluíram para casos graves

Dados do Ministério da Saúde dos últimos nove dias, mostram que 341 pessoas precisaram ser hospitalizadas por complicações da doença

 

26/03/2020 18h43
Por: R7

 
HR referência em MS para Covid-19 HR referência em MS para Covid-19

O percentual de pessoas com diagnóstico confirmado por covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus) em estado grave foi de 11,7% desde o dia 17 de março - início do monitoramento do Ministério da Saúde - até esta quinta-feira (26).

De acordo com a pasta, das 2.915 pessoas com exame positivo para covid-19, 391 precisaram ser hospitalizadas, destas, 341 em estado grave.

Trata-se de um patamar que está dentro da média do que tem sido observado ao redor do mundo, embora a curva epidêmica da doença no Brasil ainda esteja em fase inicial.

Na quarta-feira (25), até as 17h30, havia 194 pessoas internadas em unidades de terapia intensiva e outras 204 em enfermaria em 22 unidades da federação, segundo o ministério. Não foi divulgado o quadro de saúde delas.

Com isso, o número de hospitalizados chega a 399. No entanto, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, ressaltou que "os dados não vão ser coincidentes", pois a semana epidemiológica ainda não está completa.

Mais cedo, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, afirmou que houve aumento de 42% de pacientes com covid-19 em unidades de terapia intensiva. O estado é o com maior número de infectados.

O último levantamento do Ministério da Saúde, desta quinta-feira, apontava 77 mortes por covid-19 em oito unidades da federação: São Paulo (58); Rio de Janeiro (9); Ceará (3); e Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Amazonas, Pernambuco e Goiás, com uma morte em cada.

A taxa de letalidade da covid-19 no país é de 2,7%. "Que é bem menor que a letalidade do mundo, que está próxima de 4%", ponderou Gabbardo.

O ministério também detalhou hoje o perfil dos mortos por coronavírus no país. A maioria deles tinha doença cardiovascular. Diabetes, doença pulmonar e doença renal crônica também aparecem como comorbidades comuns entre os casos que evoluíram para óbito.

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