A suplente de deputada estadual, Gleice Jane (PT), que tem vaga agora garantida como titular, só assumirá o mandato após o dia 10 de abril. Nesta data, ela passará por uma nova avaliação médica, para saber se já poderá atuar, visto que no momento está de atestado médico e tratamento de uma recente doença auto imune que descobriu, a síndrome de Guillain-Barré.
Gleice assumirá a AL-MS (Assembleia Legislativa de MS), em vaga aberta com o falecimento, a uma semana, do colega de partido, Amarildo Cruz (PT), na sexta-feira (17). A convocação já saiu nesta quarta-feira (22), mas ela tem 30 dias para se apresentar, com direito a pedido de mais 15 dias, se julgar necessário.
A futura deputada anunciou recentemente que foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré, uma doença onde o sistema imunológico passa a atacar os nervos que fazem parte do sistema nervoso periférico. Como ela mesmo anunciou, está já em tratamento, que chega a curar, mas pode ser bastante longo. A síndrome em si, não deixa mais a pessoa, mas sendo tratada, redime consideravelmente a uma enfermidade mais grave.
Gleice é professora, ela começou a militância no movimento estudantil e aceitando desafios, segundo ela mesmo define, quando colocados como projeto coletivo. A política passou a fazer parte da vida de Gleice, militante no movimento de mulheres.
“Ser mulher no espaço da política não é tão fácil. É muito mais difícil do que para os homens. Desde o início da minha caminhada eu percebo isso. Para gente ser ouvida, as vezes a gente tem que falar mais alto. A gente tem que estudar muito mais, se dedicar muito mais. Esta é uma realidade política, mas também em todos espaços do trabalho onde as mulheres querem ocupar um lugar de poder, seja em uma empresa, seja em qualquer espaço. Então, é um desafio muito grande para nós, mulheres, estar nestes espaços de decisão. Agora é muito mais difícil para nós mulheres, que estamos na luta por outras mulheres”, afirma em rede social.
Em campanha pela representatividade feminina
Na campanha de 2022, para deputada, Gleice batalhou, debateu e destacou a pouca representatividade feminina, lembrando que em 2018 nenhuma mulher havia sido eleita para a AL-MS. “Como nós vamos ter políticas públicas para mulheres, pensada para mulheres, se a gente não ocupa esses espaços?”, indagou a professora, que já foi presidente do Sindicato de Professores de Dourados.
Gleice fez campanha defendendo a luta por mudança e igualdade entre as pessoas. “É por acreditar que o estado pode ser melhor, que em Mato Grosso do Sul é possível garantir igualdade para pessoas. Nós temos aqui uma população indígena, população negra, juventude, pessoas idosas que precisa também um estado que atenda a elas. Por pensar em igualdade das pessoas, que estou candidata a deputada estadual. Não estou sozinha. Eu estou junto com essas pessoas que acreditam nisso também. Estas pessoas que querem esta mudança estão neste projeto com a gente. Acho que a gente pode vencer, a gente pode mudar”, dizia durante a campanha.





















