Novo diretor-geral, Rogério Galloro é visto na Polícia Federal como cauteloso e discreto

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Publicado em 27/02/2018 18h28

Novo diretor-geral, Rogério Galloro é visto na Polícia Federal como cauteloso e discreto

G1

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, é apontado internamente na corporação, como um profissional cauteloso e discreto, investigador de perfil bastante diferente do seu antecessor, Fernando Segóvia.

Segundo investigadores ouvidos pelo blog do jornalista Matheus Leitão, Galloro deve aparecer muito menos na imprensa que Segovia, apesar de bastante preparado para a exposição, e voltará a dar tranquilidade para o trabalho dos delegados encarregados de investigações.

Segovia ocupou o cargo por pouco mais de três meses, ou apenas 111 dias, e gerou desconforto a investigadores ao se envolver em polêmicas como quando afirmou que o inquérito envolvendo o presidente Michel Temer deveria ser arquivado.

De perfil técnico, Galloro ocupava o cargo de secretário nacional de Justiça, órgão do Ministério da Justiça, mas o seu nome já era cotado para a direção da PF desde o fim do ano passado, época da saída do longevo diretor Leandro Daiello.

À época da sucessão de Daiello, ex-diretor-geral que durou quase sete anos no posto, Galloro disputou palmo a palmo a indicação. Era o preferido do ministro Torquato Jardim, mas acabou perdendo a nomeação pelo apoio da cúpula do PMDB a Segovia.

Apesar de preterido à época, Galloro também sempre esteve entre as opções do governo Michel Temer. Além do posto no Ministério da Justiça, ele atuava no Comitê Executivo da Interpol, posto com bastante prestígio para a PF.

Galloto ingressou na Polícia Federal em 1995 e ocupou cargos como adido em Washington, diretor-executivo, diretor de Administração e Logística, superintendente em Goiás, além de chefe-adjunto em Pernambuco e da Divisão de Passaportes.

Outro ponto que pesou em favor de Galloro para ser escolhido nesta terça-feira (27), em meio à atual crise de segurança, foi o fato de ter chefiado o grupo de inteligência policial e fiscalização de drogas do Estado de São Paulo.

Jorge William / Agência O Globo