Oito minutos para o prejuízo: centro de Campo Grande vive novo capítulo de insegurança

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Foto: Divulgação

O centro de Campo Grande registrou mais um caso de furto. Na madrugada de domingo, dia 16, por volta de 3h49, câmeras de segurança flagraram um criminoso na tentativa de invadir uma loja de fantasias na Rua 13 de Maio. Em apenas oito minutos, o autor retirou a grade de proteção do estabelecimento, entrou no local e levou produtos.

Diferentemente da maioria dos casos, a polícia conseguiu prender o suspeito em flagrante pouco tempo depois e recuperar parte dos itens levados. Mesmo assim, o prejuízo se aproximou de quatro mil reais. A proprietária também relatou que essa não foi a primeira vez que o comércio dela foi alvo de furto.

O caso reforça uma rotina já conhecida por quem trabalha no centro da cidade: o medo de abrir as portas todos os dias sem saber se vai encontrar a loja intacta. A cada novo furto, cresce entre os lojistas a sensação de abandono e a certeza de que trabalhar na região exige, além de dedicação ao negócio, uma dose diária de coragem.

Nesta terça-feira, dia 18, a superintendente da CDL Campo Grande, Ariadne Fama, e o gestor comercial, Leonardo Borges, visitaram os comerciantes da região para prestar apoio institucional e reforçar o compromisso da entidade na busca por soluções junto ao poder público.

Durante a visita, os lojistas pediram ações do poder público para resolver o problema. Eles cobram mais policiamento em uma área que concentra grande movimento de pessoas e negócios. Os comerciantes reforçam ainda que pagam impostos altos e não recebem, na mesma proporção, apoio das forças de segurança.

Outro alvo recorrente dos criminosos são os aparelhos de ar condicionado e  fios, segundo os lojistas. Furtados com frequência pelo cobre que pode ser retirado, eles representam mais um prejuízo que se soma à lista de perdas enfrentadas pelo comércio local.

A CDL Campo Grande reforça que vai continuar ao lado do lojista para enfrentar a situação e cobrar respostas efetivas para devolver a sensação de segurança para quem trabalha, mora e circula pelo centro da capital.