A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul (FCDL-MS) juntamente com as demais Entidades do setor produtivo finalizaram o Manifesto do Varejo de Comércio e Serviços. As Entidades agora aguardam uma agenda para que o documento seja entregue aos candidatos ao governo do Estado e ao Senado Federal. O manifesto reúne as principais demandas do setor para a gestão 2027-2030 e nasce de um processo coletivo, construído com a participação de inúmeras entidades empresariais de Mato Grosso do Sul.
O manifesto parte de um diagnóstico: Mato Grosso do Sul avançou na agropecuária e na indústria, mas é no comércio e na prestação de serviços que a riqueza gerada nos campos e nos distritos industriais se transforma em emprego, renda e qualidade de vida nas cidades. Os números da Junta Comercial de Mato Grosso do Sul (Jucems) sustentam esse argumento. O estado tem 442.017 empresas ativas, das quais mais de 71% pertencem a empresários individuais. O setor de serviços responde por 54,8% da atividade produtiva registrada e o comércio por 32,5%. Juntos, os dois segmentos somam mais de 87% de toda a economia formal do estado.

O documento também rebate uma lógica antiga na formulação de políticas públicas. Durante anos, o comércio e os serviços foram tratados como beneficiários indiretos do crescimento de outros setores, sob o argumento de que os ganhos da agropecuária e da indústria transbordariam naturalmente para o varejo. O manifesto contesta essa premissa e defende que o setor precisa de agenda própria, com políticas diretas de fomento, incentivos isonômicos, crédito acessível, segurança urbana e desburocratização.
Entre as propostas apresentadas estão a criação de um programa estadual de incentivos para o varejo, a implantação de uma nova serventia extrajudicial em Campo Grande, a criação de uma delegacia especializada em crimes contra o comércio, regras tributárias específicas para vendas digitais e o incentivo a uma rota aérea direta entre Campo Grande e Assunção, no Paraguai.
A presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, afirma que o momento exige presença ativa do setor produtivo na formulação das políticas de estado. “O varejo sustenta a economia de Mato Grosso do Sul todos os dias, no emprego, na arrecadação e na vida das famílias. Chegou a hora de deixarmos de ser tratados como consequência do crescimento e passarmos a ser tratados como protagonistas dele. Este manifesto é a voz organizada de quem move a economia real das nossas cidades e não vamos abrir mão de sentar à mesa onde as decisões são tomadas”, declara a presidente.
O Manifesto do Varejo de Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul está disponível na íntegra. Acesse abaixo:





















