Candidato do Novo disse acreditar que eleitores ainda podem definir o segundo voto nos últimos momentos da eleição
O candidato ao Senado Roberto Oshiro (Novo) apostou, neste domingo (4), que a definição das duas vagas de Mato Grosso do Sul pode ocorrer nos últimos momentos da votação, principalmente entre eleitores que ainda não decidiram o segundo voto.
Oshiro votou acompanhado da família na Escola Bernardo Franco Bais, em Campo Grande, e afirmou que percebeu crescimento de sua candidatura na reta final da campanha. “Eu acho que as pessoas decidem mesmo na última semana e nos últimos dias em relação ao segundo voto. E a gente foi crescendo muito”, afirmou.
A avaliação do candidato, porém, não coincide com os percentuais de indecisão apresentados nas pesquisas eleitorais registradas mais recentes. Oshiro afirmou que havia, na última semana, “77% de indecisos no primeiro voto para o Senado e 92,5% de indecisos no segundo voto”, mas não informou a origem desses números.
No levantamento Novo Ibrape realizado entre 23 e 28 de setembro e divulgado pelo Campo Grande News, 8,4% dos entrevistados ainda não haviam escolhido o primeiro candidato ao Senado e 20,3% não tinham definido o segundo voto. Na pesquisa, Oshiro tinha 3,6% dos votos válidos e aparecia em sexto lugar entre os dez concorrentes.
Na pesquisa estimulada, Oshiro registrava 2,9%. O levantamento ouviu mil eleitores e teve margem de erro de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. Os registros foram feitos na Justiça Eleitoral.
Disputa tem dez candidatos para duas vagas
Mato Grosso do Sul tem dez candidatos na disputa pelas duas cadeiras do Senado. Diferentemente da eleição para presidente e governador, não há segundo turno para senador: os dois candidatos mais votados são eleitos.
O eleitor deve escolher dois candidatos diferentes. Na urna, Oshiro aparece com o número 300. Também disputam as vagas Capitão Contar (PL), Reinaldo Azambuja (PL), Soraya Thronicke (PSB), Vander Loubet (PT), Beto do Movimento (PSOL), Daniel Junior (Agir), Luiz Lemes (DC), Valderi Garcia (PCO) e Valter da Comagran (PRD).
A votação neste domingo ocorre das 7h às 16h no horário de Mato Grosso do Sul. Quem estiver na fila no horário de encerramento poderá votar.
Campanha percorreu 60 dos 79 municípios
Oshiro afirmou que sua campanha foi baseada principalmente no trabalho de apoiadores e voluntários, com poucos recursos financeiros. “Nossa campanha foi uma campanha muito bonita, feita por apoiadores, por pessoas de bem que vieram somar conosco, cheia de voluntários”, disse.
Segundo o candidato, a mobilização aumentou na reta final e houve manifestações de apoio durante as viagens pelo Estado.
Oshiro reconheceu, no entanto, que não conseguiu visitar todos os municípios. Dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, ele esteve em 60 e deixou 19 sem visita durante a campanha. “É muito pouco tempo, pouquíssimo tempo de campanha para correr o Estado inteiro”, afirmou.
O candidato disse que concentrou esforços principalmente nas cidades maiores. A esposa, Viviane Souza, acompanhou parte das viagens, enquanto os filhos conciliaram a campanha com trabalho e estudos, segundo Oshiro.
Candidato critica pesquisas e fala em voto útil
Oshiro também criticou a influência das pesquisas eleitorais sobre o comportamento dos eleitores. Na avaliação dele, parte do eleitorado pode abandonar a primeira opção para escolher um candidato considerado com maior possibilidade de vitória. “O problema é que essas pesquisas acabam interferindo na decisão do eleitor, e tem eleitor que quer votar naquele voto útil, que acaba não transmitindo a realidade daquilo que a população de fato precisa, daquilo que ela de fato quer”, afirmou.
Os levantamentos eleitorais precisam ser registrados na Justiça Eleitoral e apresentam um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas são realizadas. O resultado oficial, porém, é definido pela totalização dos votos feita pela Justiça Eleitoral.
Oshiro prevê segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro
Na disputa pela Presidência da República, Oshiro afirmou acreditar que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputarão o segundo turno.
A declaração é uma previsão pessoal do candidato ao Senado. Ela não inclui Romeu Zema, candidato do próprio Novo à Presidência. “Com certeza, qualquer um contra o Lula. Então eu acredito que vai ser o Flávio e o Lula no segundo turno”, disse.
Oshiro também afirmou que, nesse cenário, o Novo apoiaria Flávio Bolsonaro. “Com certeza o Partido Novo vai apoiar o Flávio Bolsonaro, porque o objetivo maior é mudar essa velha política e essa política do PT”, afirmou.
Oshiro aposta em Catan no segundo turno para governador
Para o governo de Mato Grosso do Sul, Oshiro declarou apoio à possibilidade de João Henrique Catan, também do Novo, chegar ao segundo turno e disse que pretende participar da campanha caso isso aconteça. “Eu pretendo ajudar no segundo turno o meu candidato, o João Henrique Catan, do Novo”, afirmou. “Eu acho que a gente vai conseguir levar o João Henrique para o segundo turno. E aí é outra eleição.”
O candidato também relacionou a própria eventual eleição ao apoio a Catan. “Se Deus quiser, eu no Senado, eu como senador eleito, vou ajudar muito o Catan também no segundo turno”, disse.
A declaração também contrasta com a pesquisa Novo Ibrape divulgada na véspera da eleição. O levantamento realizado entre 27 de setembro e 2 de outubro mostrou Eduardo Riedel (PP) com 66,3% dos votos válidos, Fábio Trad (PT) com 19,9%, Delcídio Amaral (PRD) com 5,9% e João Henrique Catan com 4,4%.
A pesquisa ouviu mil eleitores e teve margem de erro de 3,1 pontos percentuais. Para haver segundo turno na disputa pelo governo, nenhum candidato pode alcançar mais de 50% dos votos válidos. A eventual segunda votação está marcada para 25 de outubro. “Acredito que é possível que a gente consiga êxito”, resumiu Oshiro.





















