Publicado em 22/02/2018 07h21
PF cumpre sete mandados de prisão na 48ª fase da Operação Lava Jato
Há 50 mandados de busca e apreensão sendo cumpridos em quatro estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.
G1
A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo sete mandados de prisão temporária referentes à 48ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta quinta-feira (22). Há ainda 50 mandados de busca e apreensão.
Há mandados de busca e apreensão sendo cumpridos na Casa Civil no Palácio do Governo, na presidência do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR) e na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).
De acordo com a PF, o foco desta etapa, que é a primeira de 2018, é a apuração de casos de corrupção envolvendo os procedimentos de concessão de rodovias federais do Paraná que fazem parte do Anel da Integração.
A ação tem por objeto a apuração, dentre outros, dos crimes de corrupção, fraude a licitações e lavagem de ativos.
A 48ª fase da operação ocorre em quatro estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Servidores da Receita Federal e representantes do Ministério Público Federal (MPF) também participam da ação.
As investigações descobriram o uso das estruturas de lavagem de dinheiro, reveladas na Operação Lava Jato, para operacionalizar os recursos ilícitos pagos a agentes públicos, principalmente por meio dos operadores financeiros Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, conforme a PF.
Uma das concessionárias, ainda segundo a PF, usou serviços de Adir Assad e de Rodrigo Tacla Duran para operacionalizar, ocultar e dissimular valores de atos de corrupção.
A viabilização do pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), DER/PR e da Casa Civil do Governo do Estado do Paraná está entre os serviços prestados pelos operadores.
A reportagem enviou e-mail pra assessoria de imprensa do DNIT às 7h12 e tentou ligar para o mesmo número, mas ninguém atendeu.
Corrupção, fraude a licitações e lavagens de ativos são os crimes investigados nesta etapa da Lava Jato.




















