Planejamento de combate a incêndios de 2024 é definido por autoridades de MS

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Fotos: Afrânio Pissini/Semadesc

Representantes dos diversos órgãos públicos que integram o Cicoe (Centro Integrado de Controle Estadual), o alto comando de prevenção e combate a incêndios florestais no Estado, realizou a primeira reunião de avaliação e planejamento na manhã dessa quinta-feira (25), na sala de reuniões do Centro Integrado de Comando e Controle da Polícia Militar, em Campo Grande.

Os secretários adjuntos da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Walter Carneiro Junior, e da Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública), Ary Carlos Barbosa, participaram da reunião.

Também estavam presentes: o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Adriano Noleto Rampazo, o tenente coronel Leonardo Congro, assessor militar da Semadesc e secretário do Cicoe, e os tenentes Tatiane e Alexandre Araújo de Oliveira.

Pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec/MS), coronel Hugo Djan Leite e coronel Barros; o diretor de Fiscalização e Licenciamento do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Luiz Mário Fernandes; Fernanda Carvalho Lima, da Secom (Secretaria de Comunicação); Artur Falcette, secretário executivo de Meio Ambiente da Semadesc; Ana Cristina e Valesca Fernandes, também da Semadesc.

Planejar as respostas

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secretário adjunto Walter Carneiro Junior no centro

O secretário adjunto Walter Carneiro Junior considerou importante a reunião para planejar as respostas que a população espera o Estado pode dar, a cada nova temporada de seca e agravamento da situação dos incêndios.

“As dificuldades sempre vão existir, com ações preventivas e de combate, com planejamento, como tem sido feito, é possível dar a resposta que é preciso e que a população espera”, salientou.

Foram apresentados pelo Cemtec/MS (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) dados do quantitativo de focos de calor e área queimada durante o ano, bem como a variação de temperaturas e estiagem que fez de 2023 um dos anos mais quentes que se teve registro. Também as previsões para o ano que se iniciou, que deve ter Inverno seco e períodos longos de baixa umidade do ar e temperaturas elevadas, o que favorece o surgimento de focos de calor.

Já o tenente coronel Leonardo Congro apresentou o calendário de eventos sugeridos para o ano, com destaque para cursos, seminários e oficinas de formação de combatentes e campanhas de conscientização da população para a importância de evitar queimadas e as medidas que devem tomar sempre que surja um foco de calor.

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O secretário executivo de Meio Ambiente, Artur Falcette, frisou que as ações preventivas e o planejamento do combate aos incêndios têm surtido efeito positivo e deve ser aprimorado a cada ano, na medida em que as equipes vão adquirindo mais conhecimento da situação com a prática.

“Desde 2020 temos visto uma redução significativa tanto na área queimada quanto no número de incêndios, ao passo que aumenta a eficiência da resposta dos agentes públicos no combate a esses incidentes. Tanto que no ano passado, embora tenha sido extremamente quente e com poucas chuvas no período do Inverno e Primavera, não sofremos os danos severos de outros anos atrás”, frisou.

Walter Carneiro Junior concorda que, com organização e planejamento, cada vez mais será possível aprimorar o trabalho das equipes e dos cada órgão envolvidos, “porque o propósito é comum a todos, desde os que cuidam do controle e fiscalização, como o Imasul, quanto os que atuam na prevenção e combate aos incêndios, aí entram os brigadistas, bombeiros, Defesa Civil”.

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Para o secretário da Semadesc, Jaime Verruck, não há que se falar só em ações reativas no que tange ao combate a incêndios florestais.

“O grande foco tem que ser a prevenção. Iniciamos as atividades do ano já com todas as instituições fazendo uma avaliação do ano anterior e uma projeção de quais ações necessárias para que a gente atue a partir desse momento. E uma das ações anunciadas é, exatamente, a campanha de prevenção ao fogo, que o Governo do Estado vai desenvolver e outras entidades já desenvolvem, como a própria Reflore”, frisou.

O secretário destacou a capacidade da coordenação das ações a partir do Cicoe como fator decisivo obter êxito.

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“O governador Eduardo Ridel tem destacado isso. Nós temos que ter uma capacidade de coordenação entre Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, prefeituras municipais, a Semadesco, a Imasul, e também as entidades privadas. É importante a participação do produtor rural, da Biosul, da Reflore, da Famasul, que tem estruturas disponíveis para combate a incêndio. Tudo isso coordenado, obviamente, pelo Corpo de Bombeiros, que tem a sua função institucional de prevenção e o combate a incêndios florestais”, concluiu.

Fonte: Comunicação Semadesc
Fotos: Afrânio Pissini/Semadesc