Prédios de até cinco andares poderão ser erguidos em 14 bairros

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Publicado em 10/11/2017 08h15

Prédios de até cinco andares poderão ser erguidos em 14 bairros

Proposta ainda prevê ocupação de vazios urbanos

Prédios de até cinco andares terão autorização para serem erguidos em 14 bairros de Campo Grande, onde tais construções eram proibidas.

A medida começará a vigorar, caso o novo Plano Diretor 2017, em trâmite na Câmara Municipal, seja aprovado.

Os estudos foram concluídos no mês passado, depois de quatro meses de debates.

O arquiteto e professor Ângelo Arruda, que coordenou o estudo do novo plano pelo Observatório de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), conversou com a reportagem do Correio do Estado e pontuou as cinco principais mudanças do documento, entre elas a nova autorização das construções.

Atualmente, os 14 bairros onde a alteração terá valor, só podem ter construções de casas de no máximo dois pavimentos.

As duas zonas delimitadas para essa mudança englobam os bairros Amambaí, Centro, Jardim dos Estados e Santa Fé na Zona Urbana 1, que poderá ter edifícios de até cinco andares. Já a Zona Urbana 2, que poderá ter construções com até quatro andares, inclui Bela Vista, Cabreúva, Carvalho, Cruzeiro, Glória, Itanhangá, Monte Líbano, Planalto, São Bento e São Francisco.

“No Itanhangá, por exemplo. São casas gigantescas, unifamiliares e muito caras. Os filhos já foram embora de casa e sobram somente o marido e a esposa. Eles geralmente vão morar em um condomínio ou prédio e colocam a casa a venda. Mas como são casas caras, de R$ 2 milhões por exemplo, não se vende fácil”, explica o arquiteto, ao tentar focar a dificuldade em dar nova finalidade a diversos imóveis nos bairros citados.

Com a alteração, Arruda acredita que “pelo terreno, as empreiteiras vão vir com tudo para construir prédios e pequenos condomínios de luxo”, sustentou.

Outra novidade do Plano Diretor 2017 é fortalecer as ações para ocupação dos chamados vazios urbanos – que compreendem 35% da Capital -, que são terrenos baldios espalhados por diversos cantos.

Uma delas é isentar do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), quem for construir em alguma desses espaços.

Correio do Estado

Dificuldade na venda de casas em bairros mais nobres contribuiu para que novo plano permitisse obras com mais pavimentos - Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado