Publicado em 28/11/2017 17h35
Policiais federais ficam reféns de índios no Pantanal
Dois policiais são mantidos em cárcere privado por índios Kadwéu .A Fazenda Baía da Bugra está ocupada pelos indígenas desde o dia 22 de novembro.
Da redação
Dois policiais federais de Corumbá foram feitos reféns durante diligências em uma área ocupada por indígenas da etnia Kadwéu em Miranda, nesta terça-feira (28). Os policiais realizavam diligências na Fazenda Baía da Bugra, ocupada pelos indígenas desde o dia 22 de novembro, quando ficam retidos.
Segundo a nota da Polícia Federal (PF), os policiais foram abordados e levados para a sede da fazenda, localizada na região de Nabileque no Pantanal, que não teve o nome divulgado.
Equipes da PF de Corumbá e de Campo Grande estão se deslocando para o local para apuração dos fatos. Informações recebidas até o momento indicam os policiais que participaram da diligência foram liberados e aguardam a chegada dos demais policiais federais no local.
Um policial de Corumbá disse à reportagem que foi feita a negociação com os índios e os colegas foram liberados.
“Não posso dizer o que eles foram fazer no local porque cada setor é responsável por suas operações. Quando o colega sai não sabemos para onde ele vai. Só o responsável sabe e mais ninguém. Agora já está tudo certo”, garantiu o policial.
Há informações de que os policiais já foram liberados, mas a situação ainda não foi confirmada pelas equipes enviadas a propriedade.
A Fazenda Baía da Bugra, localizada região de Nabileque, em Corumbá – a 426 quilômetros de Campo Grande – está ocupada há seis dias por famílias de pelo menos quatro aldeias: Tomázia, Alves de Barros, São João e Campina. Desde 1987 os índios pedem a demarcação de 145 mil hectares que pertence ao condomínio de fazendas da região, que abrange 12 propriedades.




















