Policial legislativo do DF é levado à delegacia após disparos em bairro de Campo Grande

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(Foto: Redes sociais)

Homem afirmou que perseguia suspeito pelos telhados quando efetuou tiros na Vila Sobrinho

Um policial legislativo do Distrito Federal foi levado à delegacia após efetuar disparos de arma de fogo na madrugada deste domingo (17), em Campo Grande. O caso aconteceu na Rua Paranaíba, na Vila Sobrinho, e mobilizou equipes da Polícia Militar após moradores relatarem tiros e a presença de um homem armado perseguindo um suspeito pelos telhados das residências.

Segundo o boletim de ocorrência, o policial legislativo estava hospedado em um hostel da região, onde teria ido para participar de um concurso público para promotor de Justiça na Capital.

De acordo com o relato apresentado à polícia, o agente afirmou que estudava no primeiro andar do imóvel quando percebeu um homem caminhando sobre os telhados de casas vizinhas. Ele disse ter verbalizado “Parado, polícia!” e sacado a arma após suspeitar da aproximação do indivíduo ao hostel.

Ainda conforme o depoimento, o suposto suspeito teria fugido pulando muros e telhados, sendo perseguido por Natanael até uma residência na Rua Paranaíba. O policial alegou que, no local, o homem apontou um revólver em sua direção, momento em que efetuou entre cinco e seis disparos.

Quando chegaram ao endereço, os policiais militares encontraram o policial armado nos fundos da residência. Conforme a ocorrência, ele se apresentou como agente da Polícia Legislativa do Distrito Federal e entregou a arma à equipe.

No imóvel, os policiais localizaram três cápsulas deflagradas e uma munição intacta caída ao chão. Apesar dos disparos, não foram encontradas marcas de tiros na residência e nenhum suspeito foi localizado. Aos militares, ele afirmou ainda ter ingerido dois comprimidos de Ritalina para estudar antes da prova do concurso.

Com ele, foi apreendida uma pistola Glock calibre .380, além de dois carregadores contendo 22 munições intactas. O policial apresentou identidade funcional e documentação do armamento, incluindo porte federal registrado em seu nome.

Segundo o boletim, o policial apresentava uma lesão no rosto, que teria sido causada pelo recuo da arma durante os disparos.

Ele foi encaminhado para Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde o caso foi registrado como disparo de arma de fogo em via urbana e segue sob investigação da Polícia Civil.