Policial penal é preso por levar quase 5 kg de drogas para presídio da Capital

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(Foto: Divulgação)

Um policial penal de 42 anos acabou preso ontem (16), em Campo Grande, por levar entorpecentes para dentro do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira. A captura foi executada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar), mediante investigações sigilosas.

Segundo consta, no dia 28 de agosto de 2025, agentes perceberam um forte cheiro de droga vindo do alojamento masculino da própria equipe. Em seguida, com a consulta às imagens de câmeras de segurança, flagraram um policial penal entrando no local com uma mochila cheia de objetos e, em seguida, saindo com a mesma vazia.

No local, foram apreendidos:

  • 4,4 kg de maconha e 1 kg de cocaína;
  • Balança de precisão com resíduos de entorpecente;
  • 24 carregadores de celular;
  • Caderno com anotações suspeitas.

Pressionado sobre os fatos, o servidor negou participação, divergiu das versões de testemunhas e se recusou a liberar acesso ao celular pessoal.

A partir da apuração, a Justiça autorizou busca domiciliar e quebra de sigilo telefônico e telemático dele. Ainda segundo consta, o agente já era alvo de investigações quando atuava em Ponta Porã, antes de ser transferido para a Capital.

Versões da defesa e da instituição

🔹 Defesa: O advogado que representa o servidor disse que ele é réu primário, tem residência fixa e nega ser dono da droga, que foi encontrada em armário que não usava. Diz ainda que as anotações são de um plano de supermercado, atividade anterior à função pública, e que o material pode ter sido colocado por terceiros. Diante disso, pediu a revogação da prisão.

🔹 Agepen: Em nota, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) confirmou que provas técnicas e perícia ligaram o material ao servidor. Ressaltou que a própria equipe da unidade flagrou a irregularidade, que há controle interno permanente e que adota tolerância zero a desvios, destacando que o caso é individual e não representa a corporação.

Confira a nota na íntegra:

A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) informa que a prisão do policial penal ocorreu após a conclusão de procedimentos investigativos conduzidos com rigor técnico, que confirmaram, por meio de exames periciais, a vinculação da substância entorpecente apreendida ao servidor investigado.

O caso teve início a partir da atuação de policiais penais da própria unidade prisional, que identificaram a irregularidade, realizaram a apreensão do material e adotaram imediatamente todas as providências legais e administrativas cabíveis. A partir desse trabalho, foram instaurados os procedimentos competentes, culminando na produção das provas técnicas que subsidiaram a responsabilização criminal.

A atuação demonstra que a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul dispõe de mecanismos permanentes de fiscalização, controle interno e investigação, que operam de forma técnica, transparente e independente, assegurando a apuração rigorosa de qualquer indício de irregularidade, independentemente de quem seja o investigado.

A instituição não compactua com condutas ilícitas e adota tolerância zero em relação a práticas que contrariem a legislação e os princípios que regem o serviço público. Eventuais desvios de conduta são tratados com absoluto rigor, observando-se o devido processo legal e a responsabilização nas esferas administrativa e criminal, sempre que comprovados.

É importante destacar que condutas individuais não representam a atuação da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, composta por profissionais que, diariamente, desempenham suas funções com responsabilidade, legalidade e compromisso com a segurança pública. A identificação da irregularidade, a adoção imediata das providências e a responsabilização do investigado demonstram a efetividade dos mecanismos de controle institucional e o compromisso permanente da Agepen com a integridade, a transparência e a proteção da sociedade.