Sonora registrou a maior desvalorização, de 4,79%, entre 26 e 29 de outubro. Mesmo com a queda, cotação está 14,52% acima da registrada há um ano
A soja perdeu valor em sete dos oito municípios de Mato Grosso do Sul acompanhados pela Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS). Entre 26 e 29 de outubro, o preço médio da saca de 60 quilos recuou de R$ 145,69 para R$ 142,75, uma desvalorização de 2,02%, segundo o Boletim Casa Rural, divulgado nesta terça-feira (3).
A maior queda foi registrada em Sonora, onde a saca passou de R$ 146 para R$ 139, redução de 4,79%. Chapadão do Sul teve o segundo maior recuo, de 3,05%, seguido por São Gabriel do Oeste, com 2,40%, e Ponta Porã, com 2,06%.
Em Dourados, o preço caiu de R$ 146,50 para R$ 144, uma redução de 1,71%. Maracaju registrou baixa de 1,38%, enquanto Campo Grande teve recuo de 0,68%, com a cotação passando de R$ 146 para R$ 145.
Sidrolândia foi o único município pesquisado em que o valor permaneceu estável durante o período, com a saca negociada a R$ 143.
Apesar da retração no fim de outubro, os preços continuam acima dos registrados há um ano. A média das cotações entre os dias 26 e 29 ficou em R$ 143,03, valor 14,52% maior que os R$ 124,90 observados no mesmo intervalo de 2025.
A Famasul ressalta que os valores do levantamento representam referências de mercado e não necessariamente os preços efetivamente recebidos pelos produtores, já que as vendas são realizadas em diferentes momentos e condições comerciais.
Plantio da safra 2026/2027 avança em MS
Enquanto as cotações recuam, os produtores seguem com o plantio da safra 2026/2027. Até 30 de outubro, a semeadura havia alcançado 68,6% da área prevista, o equivalente a aproximadamente 3,34 milhões de hectares. O índice estava 0,6 ponto percentual acima do registrado no mesmo período do ciclo passado.
A região sul liderava os trabalhos, com 76,2% da área plantada. No centro do Estado, o índice chegava a 60,3%, enquanto no norte estava em 52,2%.
O levantamento também apontou a necessidade de replantio em 22.718 hectares, cerca de 0,5% da área estimada para a cultura. A região central concentrava a maior parte dos casos, com 13.213 hectares, seguida pela região norte, com 9.435 hectares.
Entre os problemas identificados estão o encharcamento do solo, a formação de crostas na superfície e a erosão provocada pelo escoamento da água. Portal Ponta Porã+1
A estimativa para a safra 2026/2027 é de uma área cultivada de aproximadamente 4,87 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul. O acompanhamento é feito pelo Projeto SIGA-MS, da Aprosoja/MS, em parceria com o Sistema Famasul.





















