Prefeitura instaura procedimento para investigar contrato do Consórcio Guaicurus

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Grupo terá 60 dias para analisar concessão com o Consórcio Guaicurus e avaliar possível intervenção (Foto: Divulgação/PMCG)

Comissão especial terá prazo de 60 dias para avaliar descumprimento de cláusulas e eventual intervenção

Sessenta dias. Esse é o prazo que a Prefeitura de Campo Grande estabeleceu para analisar o contrato do transporte coletivo da capital e decidir se haverá ou não intervenção no serviço. A medida foi oficializada em decreto publicado nesta sexta-feira (6) no Diário Oficial do Município.

O decreto, assinado pela prefeita Adriane Lopes, determina a criação de uma comissão especial para apurar possíveis irregularidades no contrato de concessão do transporte público com o Consórcio Guaicurus.

A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial de Campo Grande e prevê a instauração de um procedimento administrativo preliminar para investigar eventuais descumprimentos do contrato nº 330/2012, firmado entre a prefeitura e o consórcio responsável pelo sistema municipal de transporte coletivo urbano.

Análise do contrato

De acordo com o decreto nº 16.567, o objetivo do procedimento é avaliar se a concessionária está cumprindo as cláusulas previstas no contrato e se há necessidade de uma intervenção no serviço.

Durante o processo, a comissão poderá realizar diligências, ouvir envolvidos e analisar documentos relacionados à prestação do serviço.

Ao final dos trabalhos, o grupo deverá apresentar um relatório conclusivo em até 60 dias e indicar, se for o caso, a abertura formal de um processo de intervenção na concessão.

O texto do decreto ressalta que a medida não significa, neste momento, que a intervenção já foi decretada.

“Este ato não configura decretação de intervenção, mas constitui medida preliminar destinada à formação de juízo quanto à necessidade e proporcionalidade da medida extrema”, diz o documento.

Comissão responsável

A comissão especial será responsável por conduzir a investigação administrativa e é formada por servidores municipais.

O grupo terá como presidente Cecília Saad Cruz Rizkallah. Também integram a comissão:

  • Paulo da Silva
  • Alexandre Souza Moreira
  • Luciano Assis Silva
  • Andrea Alves Ferreira Rocha
  • Arthur Leonardo dos Santos Araújo
  • Edmir Fonseca Rodrigues

Decisão da Justiça

A criação da comissão ocorre após decisão do juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos.

Na decisão, o magistrado determinou que o município instaure um procedimento administrativo antes de avaliar a possibilidade de intervenção no transporte coletivo da capital.

O prazo final estabelecido pela Justiça para manifestação da prefeitura é 9 de março.

Até essa data, a administração municipal, junto com a Agência Municipal de Transporte e Trânsito de Campo Grande e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos, deverá apresentar um plano de regularização do sistema de transporte coletivo.

O que será analisado

Entre os pontos que deverão ser avaliados estão o cumprimento das cláusulas do contrato de concessão, como:

  • idade média da frota de ônibus
  • condições de conservação dos veículos
  • qualidade do serviço prestado à população

Esses critérios são considerados essenciais para verificar se a concessionária responsável pelo transporte coletivo da capital está cumprindo as obrigações previstas no contrato.

O Consórcio Guaicurus foi procurado para comentar a decisão, mas ainda não havia se manifestado até a última atualização desta reportagem.