Presidente erra na economia, choca com falas, mas acerta contra o MP

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11/10/2019 10h04
Por: Hanrrikson de Andrade e Ricardo Della Coletta
Do UOL e da Folha, em Brasília

“Nesse curto espaço de tempo, já dá para enxergar três Bolsonaros”, afirma o veterano senador Renan Calheiros (MDB-AL), quatro vezes chefe do Congresso, em entrevista ao UOL e à Folha de S.Paulo.

Na visão dele, os quase dez meses de governo mostram que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) é um “soldado raso” na economia, para quem ninguém “bate continência”. Por outro lado, o ex-presidente do Senado avalia que o presidente, capitão reformado do Exército, foi corajoso ao desafiar o “corporativismo” do Ministério Público Federal e impor limites à instituição, ao escolher um procurador-geral fora da listra tríplice da categoria. “Claro, estamos no campo da oposição, mas se há um Bolsonaro.

Na interseção entre esses “dois presidentes”, diz Renan, há o personagem afeito a discursos polêmicos, “declarações chocantes”, que evidenciam uma “radicalização ideológica e preconceituosa”. Acostumado a fazer críticas duras à Operação Lava Jato, o senador também ataca o ex-juiz da operação e hoje ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). Segundo ele, o ex-magistrado revelou ter uma “formação intelectual fascista” e, depois do episódio das conversas obtidas e vazadas pelo site The Intercept Brasil, age como “alguém que está à beira de um vulcão que começa a ter uma erupção”. O congressista ainda sobe o tom para falar de Rodrigo Janot, um de seus maiores desafetos.

BBC