Receita e PF apreendem 17 toneladas de produto químico usado na fabricação de cocaína em MS

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(Foto: Divulgação/Receita Federal)

Carga foi retida em Corumbá após fiscalização identificar divergências na documentação; volume poderia viabilizar a produção de cerca de 34 toneladas da droga

Uma carga de aproximadamente 17 toneladas de acetato de etila foi apreendida neste sábado (10), durante uma fiscalização na região de fronteira de Corumbá, a 426 quilômetros de Campo Grande. O produto químico é utilizado no processamento da cocaína, e a suspeita de irregularidade na documentação fiscal levou à retenção da carreta e ao encaminhamento do motorista à Polícia Federal.

A operação foi realizada em conjunto pela Receita Federal e pela Polícia Federal. Participaram da ação equipes de análise de risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal da 8ª Região Fiscal, com atuação em São Paulo, além de agentes da vigilância e repressão da Receita em Corumbá e policiais federais que trabalham no município.

Durante a fiscalização, os agentes identificaram divergências entre a descrição registrada na nota fiscal e o material que era efetivamente transportado. A inconsistência motivou a apreensão da carga para investigação.

Segundo estimativa da Receita Federal, o volume retido poderia ser utilizado na produção de cerca de 34 toneladas de cloridrato de cocaína, considerando a proporção média informada pelo órgão de um litro do insumo químico para cada dois quilos da droga pronta para consumo.

Após a abordagem, a carreta e o motorista foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, onde o caso será apurado.

Apreensões na fronteira

O controle de produtos químicos na fronteira com a Bolívia é uma das estratégias adotadas pelas autoridades para combater o narcotráfico internacional. Substâncias como o acetato de etila são utilizadas em etapas do processamento de drogas e podem ser desviadas para atividades criminosas.

De acordo com a assessoria de imprensa da Alfândega da Receita Federal, as apreensões de insumos químicos realizadas na região de Corumbá já somam 98 toneladas em 2026.

A fiscalização busca identificar irregularidades no transporte e impedir que substâncias controladas cheguem às estruturas utilizadas para a produção de entorpecentes.