Ao contrário do candidato Flávio Bolsonaro (PL), para quem pediu voto durante toda a campanha eleitoral, o governador reeleito de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), reconheceu e defendeu a manutenção do resultado das urnas do segundo turno, ocorrido no domingo (25) que culminou na vitória do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista à imprensa nessa segunda-feira (26), durante evento no Bioparque Pantanal, o chefe do Executivo Estadual afirmou que o resultado deve ser acatado. “Não é olhando para trás que a gente vai melhorar a vida das pessoas”, disse. Destacou ainda que o processo democrático expressa a vontade da maioria e também um anseio por mudanças, e que as instituições eleitorais devem ser respeitadas.
Sobre possíveis questionamentos do resultado, observou que o candidato tem direito a buscar respostas dentro dos ritos legais, mas ressaltou que o Tribunal Superior Eleitoral já proclamou o resultado. Evitou afirmar existência de fraude sem dados concretos e defendeu que eventuais dúvidas sejam tratadas nos canais institucionais.
Contato com Lula e agenda de prioridades
Na oportunidade, o governador informou ter tentado parabenizar Lula por telefone, mas ainda não conseguiu falar diretamente. Riedel também reafirmou a separação entre disputa política e gestão pública. “Respeito o presidente da República sempre, independente de quem seja, assim como quero respeito para o Mato Grosso do Sul.”
Questionado sobre quais serão as pautas prioritárias para debater com Lula nesse novo mandato, Eduardo Riedel elencou:
- Conclusão e pleno funcionamento da Rota Bioceânica, incluindo a ponte com o Paraguai;
- Conclusão da BR-419;
- Duplicação da BR-060 entre Campo Grande e Sidrolândia;
- Melhorias na ligação entre Campo Grande e Aquidauana.
Também reeleito para um novo mandato, o governador Eduardo Riedel disse que não recebeu nenhum convite para se encontrar com Lula pessoalmente, mas acredita que, possivelmente no primeiro trimestre de 2027, deva acontecer uma reunião com todos os governadores e o presidente para fortalecer os laços políticos, especialmente após uma eleição muito polarizada.





















