Soldado do Bope é encontrado morto em sua residência na Capital

669

O militar respondia pelo crime de estupro a uma frentista, ocorrido no dia 8 de agosto deste ano, em Campo Grande

O soldado do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar, Israel Giron Arguelho Carvalho, 30 anos, foi encontrado morto na casa onde morava no Bairro Ana Maria do Couto, em Campo Grande, no final da manhã desta terça-feira (17).

Ele havia foi preso  no dia 11 de agosto deste ano, por suspeita de estupro a uma frentista, ocorrido na noite do dia 8 de agosto deste ano. Um mês depois, no último dia 11 de setembro, ele ganhou liberdade, retornando para sua residência, onde foi achado morto.

Equipes das polícias Civil e Militar, além da Perícia estão pelo local. A suspeita é que tenha sido suicídio.

Ajuda

Veja alguns locais e entidades que disponibilidade na prevenção ao suicídio, com atendimentos gratuitos:

– Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) – veja a relação das unidades. 

– Centro de Valorização da Vida (CVV) – atendimento gratuito pelo telefone 188.

– Grupo Amor Vida (GAV) – oferece apoio emocional de forma gratuita.

 As universidades também oferecem atendimento psicológico gratuito:

Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS)

Psicologia Unigran Capital

Clínica-Escola da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB)

Clínica-Escola do Curso de Psicologia da Uniderp

O crime

A frentista, de 24 anos, foi sequestrada, estuprada e ameaçada de morte quando voltava para casa após o trabalho, no dia 8 de agosto. O crime aconteceu no bairro Jardim Noroeste, em Campo Grande, próximo a BR-163.

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima relatou à polícia que voltava andando para casa quando foi abordada pelo suspeito, que estava em um carro branco e armado.

Para a polícia, a mulher relatou que o homem a obrigou entrar no carro, a levou até um lugar desconhecido e a estuprou. Ainda em depoimento, a mulher descreveu que foi ameaçada de morte o tempo todo pelo suspeito, que manteve a arma em sua cabeça.

Depois do crime, a vítima foi abandonada no local e o suspeito fugiu. Ainda conforme o boletim de ocorrência, a frentista conseguiu anotar a placa do veículo do suspeito e ligou para o chefe do posto de gasolina, que acionou a polícia.

A investigação da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) apontou o militar como possível autor e que ele teria usado a arma da corporação para ameaçar a vítima.

O policial foi preso em casa e optou por ficar em silêncio durante o depoimento. Com ele a polícia encontrou a arma e a camiseta usadas no momento do crime, além do Fiat Mobi branco, reconhecido pela vítima.