Homem foi localizado em imóvel abandonado no Aero Rancho; segundo a polícia, ele apontou um revólver contra a equipe durante abordagem
Um homem apontado pela polícia como suspeito de envolvimento na execução de um homem no Lagoa Park, em Campo Grande, morreu após entrar em confronto com policiais do Batalhão de Choque na noite desta segunda-feira (31). Ele foi localizado em um imóvel abandonado no bairro Aero Rancho, onde, segundo a corporação, manuseava uma arma de fogo e teria apontado um revólver calibre .38 contra os agentes.
A abordagem ocorreu em uma edificação localizada na Rua Martinho Marques, nas proximidades da Travessa George Muche. Os policiais chegaram ao endereço após receberem informações de que integrantes de um grupo criminoso estariam reunidos no imóvel para planejar um homicídio.
Durante a incursão, a equipe encontrou o suspeito retirando de uma mala uma espingarda calibre 12. Conforme o relato policial, ao perceber a presença dos militares, ele abandonou a arma longa, sacou um revólver e apontou diretamente para os policiais.
Os agentes reagiram e efetuaram disparos. O homem foi atingido, desarmado e encaminhado ao Hospital Regional de Campo Grande. Apesar do atendimento médico, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Suspeita de participação na execução
A principal ligação entre o homem morto no confronto e a investigação do homicídio ocorrido no Lagoa Park está na arma encontrada no imóvel.
A polícia apreendeu uma espingarda calibre 12, de fabricação turca, modelo VR90, com carregador e seis munições — cinco intactas e uma deflagrada. Segundo os policiais, o armamento apresenta características semelhantes às da arma que teria sido utilizada na execução registrada na sexta-feira (28), na Rua Lagoa Bonita.
O homem que morreu durante a abordagem era investigado por possível participação no crime. A suspeita, no entanto, ainda será confrontada com as provas reunidas pela Polícia Civil.
A confirmação de que a espingarda apreendida foi usada na execução dependerá de exames periciais e balísticos. O resultado poderá indicar se os projéteis ou outros vestígios encontrados no homicídio são compatíveis com a arma localizada no Aero Rancho.
Execução ocorreu dias antes
O homicídio que está no centro da investigação aconteceu na sexta-feira (28), no Lagoa Park, em Campo Grande. A vítima foi surpreendida por criminosos e morta a tiros.
O crime é tratado como uma execução pelas características da ação. A investigação busca identificar os responsáveis, esclarecer a motivação e descobrir se outras pessoas participaram do planejamento e da execução.
A possível participação do suspeito morto no confronto passou a ser apurada após informações obtidas pelas forças de segurança. A localização dele em um imóvel onde também foi encontrada uma arma com características semelhantes à utilizada no homicídio reforçou a linha investigativa, mas ainda não comprova, isoladamente, o envolvimento no crime.
Outras armas foram apreendidas
Além da espingarda calibre 12, os policiais recolheram o revólver calibre .38 que, conforme o registro da ocorrência, teria sido apontado contra a equipe. A arma estava carregada com seis munições intactas.

Todo o material foi encaminhado para perícia. Os exames deverão analisar tanto as armas quanto as munições e demais vestígios encontrados na ocorrência. Também, foi localizado uma toca ninja, semelhante a que foi utilizada pelo autor da execução.

A área onde ocorreu o confronto também foi preservada para o trabalho da perícia e da Polícia Civil.
A investigação agora deverá reunir os resultados dos exames balísticos, imagens, depoimentos e demais elementos para esclarecer se o suspeito morto durante a abordagem teve participação direta na execução do Lagoa Park e qual teria sido seu papel no crime.





















