TCE-MS introduz o teletrabalho e deve gerar uma economia de quase 2 milhões de reais

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O regime de teletrabalho adotado pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) já proporcionou uma economia de R$ 154.984,63 nos meses de julho e agosto de 2026. A manutenção desse resultado representa uma projeção de economia anual de R$ 1.859.815,56, evidenciando o impacto positivo da modalidade na racionalização dos recursos e na eficiência da gestão institucional.

Atualmente, quase 52% dos servidores ativos do TCE-MS estão em regime de teletrabalho. A modalidade, além de contribuir para a redução de despesas, oferece aos servidores maior flexibilidade para a organização das atividades e pode favorecer o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

A economia registrada nos dois primeiros meses após a ampliação da modalidade inclui R$ 119.613,81 em auxílio-transporte, R$ 3.003,94 em consumo de água, R$ 24.942,00 em serviços de copa e R$ 7.424,88 em locação de equipamentos.

Os números demonstram que o teletrabalho pode ser também uma importante ferramenta de gestão, permitindo ao Tribunal otimizar espaços, equipamentos e outros recursos utilizados no funcionamento cotidiano da instituição.

Mais flexibilidade e eficiência

Para os servidores, o trabalho remoto reduz o tempo e os custos com deslocamentos e pode proporcionar melhores condições para concentração e organização das atividades. Para a instituição, a modalidade está associada a uma gestão orientada por resultados, com acompanhamento das entregas e do desempenho pelos gestores responsáveis.

A ampliação da possibilidade de adesão ao teletrabalho foi estabelecida pela Resolução TCE-MS nº 298, de 30 de junho de 2026, que alterou a Resolução nº 210/2024, regulamentadora do regime no Tribunal.

Com a nova sistemática, servidores que não atuam na área de auditoria também podem ter acesso ao teletrabalho, mediante requerimento fundamentado, anuência da chefia da área de lotação e autorização da autoridade competente.

Para o presidente do TCE-MS, conselheiro Flávio Kayatt, os resultados mostram que a modernização das relações de trabalho pode gerar benefícios para as pessoas e para a administração. “O teletrabalho demonstra que é possível conciliar valorização dos servidores e responsabilidade na gestão dos recursos públicos. A economia gerada é um resultado importante, mas também buscamos uma gestão cada vez mais eficiente, flexível e orientada por resultados.”

A experiência do TCE-MS reforça, assim, o teletrabalho como instrumento de modernização da gestão pública, capaz de associar qualidade de vida, eficiência, produtividade e redução de custos.