Tereza Cristina sai da jogada e Flávio Bolsonaro terá que buscar outro vice

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), durante pronunciamento no plenário (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) foi vetada pelo seu partido de completar a chapa liderada pelo candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente e hoje réu por tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL).

Após ter sido cravada como candidata a vice-presidente por vários sites ontem (30) — adiantado pelo Enfoque MS que, na política, a plena certeza só ocorre após às 19h (DF) do dia 15 de agosto —, hoje (31) o Partido Progressista anunciou que não se envolverá na principal disputa das eleições de logo mais.

Em comunicado oficial, a legenda anunciou que não realizará convenção nacional e manterá neutralidade na eleição presidencial. A decisão foi tomada pela maioria dos diretórios estaduais. Entre as justificativas está o próprio estatuto da sigla, no qual se determina que a convocação de convenção tenha antecedência mínima de oito dias, mas o prazo para realização das mesmas expira em 5 de agosto.

Entretanto, o fator que mais pesou foi a falta de consenso interno, especialmente das lideranças, que citam não ser vantajoso aderir a uma candidatura [do Flávio] com dificuldades de ampliar a coalizão. Sobre a especulação para Tereza Cristina ser a vice, alguns integrantes do PP classificaram como tentativa de “chantagem política” para pressionar a legenda.

A decisão representa um revés para a estratégia do PL, que via na senadora sul-mato-grossense o nome ideal para a vice por sua capilaridade junto ao Centrão e ao setor do agronegócio. Agora, Tereza, que não concorre à reeleição no pleito desse ano por estar com o mandato no prazo, deve intensificar os apoios políticos de olho na sua futura candidatura à presidência do Senado Federal em 2027.