Terezinha foi morta pelo marido por tentar uma nova vida após mais de 30 anos de casamento

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Foto: Redes Sociais

Morta pelo marido de 59 anos, Terezinha Nantes de Arruda, de 54, tentou lutar pela sobrevivência na mesma casa onde conviveu por mais de 30 anos com ele, mas que nos últimos meses passou a ser palco de uma disputa pela liberdade própria. Exausta da relação, por razões que só ela saberia responder, investiu no divórcio, mas não teve o pedido aceito, não houve acordo amigável e o desfecho foi a tragédia que já está abalando a família (os filhos, principalmente).

Aos jornalistas que puderam cobrir o fato in loco, a delegada plantonista da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), Larissa Serpa, afirmou que os indícios verificados pela perícia nesse primeiro momento foram de uma briga antes do crime. Terezinha tinha escoriações nos braços, características de quem tentou a defesa de um ataque de quem jamais imaginou. Ferida por golpes de faca — a quantidade ainda não foi confirmada —, não resistiu e faleceu ali mesmo, sem chances.

O companheiro, então, enviou mensagem de áudio para um dos filhos, relatando que tinha acontecido uma tragédia na casa, sem confessar o feminicídio. Depois, colocou um ponto final na sua história, utilizando a mesma faca que ceifou o amor de sua vida. Morreram juntos. A investigação não sabe dizer se o crime foi premeditado ou no impulso de uma discussão. A delegada também detalhou que o casal não tinha conflitos ou boletins de ocorrência por violência doméstica. A morte do casal chocou os vizinhos, que conheciam a rotina pacífica dos dois.

“Não havia qualquer histórico de violência registrada em uma delegacia, nem no âmbito da violência doméstica, nem fora, ou seja, não havia nenhuma medida protetiva vigente”, explicou. “É importante destacar que essa vítima já havia manifestado para a família que desejava se separar e havia uma espécie de resistência por parte do autor de fato de encerrar esse relacionamento, embora houvesse esse desejo dela”, completou. O caso é investigado como feminicídio seguido de suicídio pela 1ª Deam.